segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Retomada!

Este é o primeiro texto de uma série de artigos que pretendo reproduzir no Blog de forma a disponibilizá-los para tod@s. Estes textos, que marcam o retorno do Blog Razão à Conta-Gotas à ativa compõem o livro "ALBERT EINSTEIN, meus últimos anos", publicado pela Editora Nova Fronteira. Os textos presentes na obra, compreendem um período de tempo que vai de 1934 a 1950, ou seja: inicio da ascensão do Nazismo (Alemanha) e Fascismo (Itália) passando pela Segunda Guerra Mundial até o início da Guerra Fria. Para quem quiser todos os textos juntos, recomendo a obtenção do livro.
A ideia desta série de publicações é que ela seja semanal, irei tentar manter uma periodicidade de publicar um texto diferente do livro a cada Segunda-Feira, o que não significa que no intervalo de tempo não possam haver textos novos com temáticas diferentes, pois a ideia é retomar o blog aos poucos, reconstruindo a sua proposta original: regar com um pouco de Razão estes tempos insanos, mesmo que à Conta-Gotas. Ainda sobre os textos da obra, aviso aqui que não serão tecidos comentários sobre os mesmos, apenas os irei disponibilizar. Evitarei tecer comentários para permitir que cada leitor absorva e analise os textos à sua própria maneira. Bom, já me delonguei demais, vamos ao texto de abertura:



AUTORRETRATO



Dificilmente temos consciência do que é significativo em nossa própria existência, e isso certamente não deve preocupar nosso vizinho. Que sabe um peixe sobre a água em que nada a vida inteira?
Albert Einstein fotografado por Philippe Halsman em 1947

O amargo e o doce vêm de fora, o penoso vêm de dentro, de nossos próprios esforços. Na maioria das vezes, faço aquilo a que minha própria natureza me impele. É embaraçoso ganhar tanto respeito e amor por causa disso. Setas de ódio também foram disparadas contra mim; mas nunca me atingiram, porque de algum modo pertenciam a um outro mundo, com o qual não tenho nenhuma ligação.
Vivo naquela solidão que é penosa na juventude, mas deliciosa nos anos de maturidade.




(EINSTEIN, ALBERT)

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Do dever da Esperança

    Já há algum tempo que eu vinha querendo reativar este blog, mas, por várias razões, não havia dado certo. Hoje decidi sentar e escrever, e então, pensando no que escrever, ao refletir sobre a atual situação nacional e mundial, pensei: precisamos de Esperança. Precisamos da Utopia!

Apesar do sofrimento, um olhar de esperança.
Criança Guarani Tekoha Y'hovi - Guaíra - PR
Luciano Palagano - Agosto de 2015
   Eu poderia dissertar aqui, nesse momento, sobre Trump e a conjuntura mundial, ou sobre a ascensão do nazi-fascismo, ou, quem sabe, sobre o golpe e suas consequências. Mas, penso que, no momento, precisamos estimular a esperança, a esperança de que é possível superar tudo isso e muito mais. De que a luta não acabou, ela apenas se tornou mais necessária ainda.
   Também é momento de rever, de reflexão, de se analisar os erros cometidos no passado recente, pois muitos destes erros é que nos levaram a atual conjuntura. Penso eu que, a maioria desses erros, teve como base a crença de que era possível conciliar as classes, de que era possível “dormir com o inimigo” sem que houvesse consequências futuras. Hoje vemos, novamente, o quanto esse pensamento se mostra errôneo e o quanto ele nos aproxima mais ainda do abismo.
    Mas, do erro pode nascer o entendimento. Da reflexão sobre o erro pode nascer a compreensão, e desta uma nova ação. Mas, antes de tudo, antes de buscar compreender, antes de buscar agir, antes de qualquer coisa, é preciso primeiro ter esperança. Esperança de que nossa luta não é vã, de que tudo o que fazemos (que parece não ter efeito imediato) se soma as ações de outros milhões, e juntas, essas ações, aos poucos vão construindo o caminho para um mundo igualitário.
   
Trabalho coletivo na construção de uma escola.
Tekoha Y'hovi, Guaíra - PR
Luciano Palagano - Agosto de 2014
 Encerro este texto aqui, este texto que tem a pretensão de ser o primeiro da retomada deste blog e servir como estimulo a ação dos militantes das mais diversas causas que o lerem. Futuramente, aqui no blog, irei voltar a dissertar sobre temas variados, sempre respeitando a linha editorial do mesmo que esta representada no nome “Razão à Conta-Gotas”.
   Por hora, termino com aquela passagem famosa do Galeano (citando Fernando Birri) sobre a Utopia: “A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.”

     E finalizando: acredite na sua militância, acredite na sua luta, acredite: Lutar vale a pena! Se você luta, você precisa acreditar na vitória de sua luta.