Este é o primeiro texto de uma série de artigos que pretendo reproduzir no Blog de forma a disponibilizá-los para tod@s. Estes textos, que marcam o retorno do Blog Razão à Conta-Gotas à ativa compõem o livro "ALBERT EINSTEIN, meus últimos anos", publicado pela Editora Nova Fronteira. Os textos presentes na obra, compreendem um período de tempo que vai de 1934 a 1950, ou seja: inicio da ascensão do Nazismo (Alemanha) e Fascismo (Itália) passando pela Segunda Guerra Mundial até o início da Guerra Fria. Para quem quiser todos os textos juntos, recomendo a obtenção do livro.
A ideia desta série de publicações é que ela seja semanal, irei tentar manter uma periodicidade de publicar um texto diferente do livro a cada Segunda-Feira, o que não significa que no intervalo de tempo não possam haver textos novos com temáticas diferentes, pois a ideia é retomar o blog aos poucos, reconstruindo a sua proposta original: regar com um pouco de Razão estes tempos insanos, mesmo que à Conta-Gotas. Ainda sobre os textos da obra, aviso aqui que não serão tecidos comentários sobre os mesmos, apenas os irei disponibilizar. Evitarei tecer comentários para permitir que cada leitor absorva e analise os textos à sua própria maneira. Bom, já me delonguei demais, vamos ao texto de abertura:
AUTORRETRATO
Dificilmente temos consciência do que é significativo em nossa própria existência, e isso certamente não deve preocupar nosso vizinho. Que sabe um peixe sobre a água em que nada a vida inteira?
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| Albert Einstein fotografado por Philippe Halsman em 1947 |
O amargo e o doce vêm de fora, o penoso vêm de dentro, de nossos próprios esforços. Na maioria das vezes, faço aquilo a que minha própria natureza me impele. É embaraçoso ganhar tanto respeito e amor por causa disso. Setas de ódio também foram disparadas contra mim; mas nunca me atingiram, porque de algum modo pertenciam a um outro mundo, com o qual não tenho nenhuma ligação.
Vivo naquela solidão que é penosa na juventude, mas deliciosa nos anos de maturidade.
(EINSTEIN, ALBERT)


