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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Manifestação de Profissionais da Educação do Estado e do Município!

CARTA ABERTA AOS PAIS, ESTUDANTES E COMUNIDADE EM GERAL
 
Nós, professores e funcionários estaduais e municipais, estamos nos mobilizando para mais uma vez denunciar os problemas da educação e reivindicar mudanças.
Os governos federal, estadual e municipal fazem propaganda de que estão melhorando a educação. É aquela velha conversa de falar bonito em defesa da educação.
Porém a realidade é outra. As condições de trabalho são precárias: temos poucos funcionários nas escolas do Estado e do município de Mal Cândido Rondon, o que leva a uma sobrecarga de trabalho. Os professores recebem por 40 horas/aula semanais, mas são obrigados a trabalhar muito mais para dar conta de todas as tarefas, como preparação de aulas, correção de avaliações, etc. Sem contar as várias turmas com uma quantidade muito grande de alunos. E o governo do Estado ainda pretende colocar mais alunos por sala! Muitos professores precisam trabalhar em várias escolas para poder fechar a sua carga horária. Em torno de 25 mil professores e funcionários no Estado do Paraná têm contratos precários (PSS), são demitidos todo final de ano e ficam meses sem salário. E agora o governo ainda está ameaçando encerrar os contratos no meio do ano. O problema da indisciplina em sala também é grave, além da violência freqüente nas escolas.
Tudo isso acaba se refletindo nas doenças. Muitos professores e funcionários apresentam problemas de voz, problemas na coluna, lesões por esforço repetitivo (LER), doenças como depressão, vários tipos de transtornos, etc. O sistema de saúde do Estado (SAS) é um caos. Não tem atendimento aqui em Marechal Cândido, vários especialistas estão deixando de atender por falta de pagamento do Estado, etc. No caso dos servidores municipais, o atendimento pelo SUS também é caótico aqui em Mal Cândido Rondon, ao contrário do que diz a propaganda da prefeitura.
Os salários também estão longe do necessário. No município muitos servidores com vários anos de trabalho ganham pouco mais do que o salário mínimo. No Estado teremos 6,5% de reposição, mas o aumento dos preços dos alimentos e dos combustíveis foi muito maior. Portanto o salário vai comprar menos do que comprava um ano atrás.
A estrutura física e de materiais nas escolas também tem muitos problemas. É preciso trocar o padrão de luz de muitas escolas, construir novas salas, melhorar a estrutura de laboratórios de ciências e de informática, das quadras, etc.
Em todo país os problemas da educação são semelhantes. Por isso, entre outras coisas, reivindicamos:
►Implantação da lei do piso salarial nacional dos educadores, para garantir aumento salarial e 33% de hora-atividade (tempo de preparação de aulas e correção de avaliações). O objetivo é chegar a 50% de hora-atividade.
►Aprovação de um Plano de Carreira para os funcionários da educação municipal. Isso para poder melhorar o salário conforme o tempo de serviço.
►Contratação de mais funcionários nas escolas do Estado e nas escolas e centros de educação do município.
►Redução do número de alunos por turma.
►Convocação dos aprovados em concurso e realização de novos concursos públicos.
►Em caráter de emergência: garantir os contratos dos professores e funcionários PSS do Estado pelo menos até o final do ano.
►Aplicação de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) na educação em todo país. Sem investimento não é possível melhorar a educação.
►Melhoria na estrutura física e de materiais das escolas e dos centros de educação (município).
►Modelo de saúde que possa atender os servidores com dignidade.
►Aumento salarial de 25,97% para professores e funcionários de escola.
►Implantação do programa Profuncionário no município de Mal Cândido Rondon.
Essas medidas também são importantes para melhorar a qualidade de ensino.
APP-Sindicato dos trabalhadores em educação pública do Paraná/Núcleo Sindical de Toledo.
CSP-Conlutas/Central Sindical e Popular.
Intersindical.