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segunda-feira, 13 de outubro de 2025

* O DIAMANTE DA VERGONHA

Em 2022, juntamente com o colega Professor Sebastião Donizete Santarosa, escrevi esse texto sobre a tal premiação "Professor Diamante" implementada pela Secretaria Estadual de Educação do Paraná, sob a gestão Feder. Tal premiação foi duramente criticada na época, em razão de sua hipocrisia e, por isso, acabou sendo abandonada. Mas agora, em 2025, sob a gestão Roni (filhote do Feder) voltou novamente. Em razão disso, resolvi republicar o texto, agora aqui no Blog:

 OS EDUCADORES DO PARANÁ ESTÃO SENDO DESTRUÍDOS PELA TIRANIA PROTO- FASCISTA DO GOVERNO RATINHO JÚNIOR. A LUTA ORGANIZADA É A ÚNICA ESPERANÇA!

Desde o início do ano de 2019, ao assumir o governo do Paraná, Ratinho Júnior vem implantando um projeto de política educacional completamente antagônico à concepção de uma escola pública, democrática e de qualidade, defendida como direito pela classe trabalhadora. A passos largos, aproveitando-se das dificuldades de organização dos trabalhadores durante o período pandêmico, o secretário de educação Renato Feder, de forma autoritária e abusiva, “fez passar a boiada”.

Contando, por um lado, com a cumplicidade irresponsável da bancada parlamentar que apoia o governo e, por outro, com a incapacidade da direção do sindicato dos trabalhadores da educação pública do Paraná de organizar a categoria na construção de estratégias de resistência, muitos direitos foram subtraídos, muitas escolas foram militarizadas, os cargos dos Agentes Educacionais foram extintos, abrindo as portas para terceirização, os salários foram defasados e achatados, as práticas de assédio e de violência simbólica se intensificaram. Estabelecendo sofisticados e perversos mecanismos de opressão didático-pedagógica, impondo um currículo homogeneizador, nivelado por baixo, abstraído das condições socioculturais constitutivas dos sujeitos concretos do processo pedagógico, exigindo o uso de parafernálias tecnológicas alheias às necessidades escolares de ensino-aprendizagem, negando, enfim, a autonomia pedagógica das unidades de ensino e dos profissionais da educação. De espaços de promoção e de emancipação do humano, as escolas do Paraná vêm se transformando, dia após dia, em espaços de controle e subjugação, de forte hierarquização e subordinação, de perseguição, de criminalização, de assédio e de descartabilidade dos profissionais que ousam se opor a este projeto de desmonte da Educação Pública Paranaense.

Nossas escolas, certamente, já apresentavam inúmeros problemas pedagógicos anteriores ao atual governo. Hoje, entretanto, os problemas não são apenas pedagógicos, mas sim de saúde e de segurança públicas. O que há nas escolas públicas do Paraná é um absurdo estado de adoecimento profissional, a Síndrome de Burnout tornou-se endêmicaentre os educadores, naturalizou-se entre eles o uso de medicamentos para poderem trabalhar. O mal-estar, físico e psicológico, vivido nas escolas vem provocando indisciplina e violência, o que deveria ser resolvido pedagogicamente vem se transformando em caso de polícia.

Não satisfeito com todo esse quadro de terrorismo pedagógico, o secretário Renato Feder resolveu implantar novas estratégias de assédio moral contra os educadores, utilizando a falácia de que este assédio institucional seria uma forma de avaliação individual do trabalho docente. De novas, na verdade, essas estratégias não têm absolutamente nada! São estratégias vis e violentas, de desrespeito, de desqualificação e de perseguição profissional.

Além da Prova Paraná, uma avaliação em alta escala aplicada durante o ano letivo para verificar se os professores estão ensinando o que é imposto pelo governo através do currículo único rebaixado, está sendo exigido dos diretores escolares que entrem nas salas dos professores para observar como estes estão encaminhando suas aulas, se eles têm controle de turma, se têm domínio de conteúdo, se administram bem o tempo, se usam metodologias ativas etc. Não é preciso dizer, neste momento, como essa observação é arbitrária e constrangedora para profissionais diplomados, aprovados em concurso, pós-graduados, com anos de prática docente.

Mas isso não é tudo! Agora, de forma obtusa e estúpida, Renato Feder resolveu criar mais uma forma de “avaliação” esdrúxula: o “Professor Diamante”.

O chamado “Professor Diamante” é mais uma das estratégias do governo Ratinho Júnior para desqualificar, profissional e moralmente, os educadores do Estado. Este projeto apresenta, em planilha eletrônica, um questionário a ser respondido pelos estudantes com perguntas sobre o trabalho do professor e da professora. O objetivo claro das perguntas é saber se os professores estão trabalhando de acordo com o modelo imposto pela Secretaria de Educação, ou seja, se eles atendem ao modelo idealizado pelo governo, responsabilizando-os, individualmente, pelo visível fracasso desse modelo.

Entre as perguntas apresentadas no questionário, os alunos devem responder se o professor se atém ao conteúdo ou se divaga em outros assuntos, se o professor aproveita bem o tempo das aulas, se elas são dinâmicas e divertidas, se as metodologias são criativas, se os conteúdos são aprendidos, etc. Oras, qualquer néscio sabe que a grande maioria das aulas não atendem a esses critérios. Não atendem, obviamente, não por uma questão relacionada à qualidade dos educadores, mas sim pela ausência de condições estruturais concretas, imposta pela própria Secretaria de Educação. Como exemplos disso, podemos citar o excesso de tarefas impostas, o excesso de carga horária exigida e a falta de tempo hábil para os profissionais prepararem suas aulas. Tendo isso em vista, somado ao fato de que os estudantes da educação básica não têm formação pedagógica adequada para avaliarem o trabalho docente, fica explícito que as respostas obtidas serão baseadas em fatores puramente subjetivos, tais como “gosto ou não gosto de tal professor”, “o professor é chato ou é legal”, “o professor ouve ou não ouve a gente”, dependendo sempre das relações interpessoais construídas nas salas de aula.


“O Diamante da Vergonha”, por Cyrillo Oliveira Junior (Peco) – Professor de Arte na Rede Estadual de Ensino do Paraná.

É claro que a construção de relações interpessoais favoráveis às práticas de ensino também são responsabilidade do professor e da professora. Entretanto, em um modelo de ensino fortemente verticalizado, em condições estruturais precárias, em um modelo em que a Secretaria de Educação manda fazer e o professor tem a obrigação de cumprir, como tarefeiro destituído de qualquer possibilidade de autonomia, não se pode, de forma alguma, avaliar individualmente o trabalho docente, ainda mais por critérios altamente subjetivos, guiados apenas pela emotividade.

Além de todos os problemas vividos pelos nossos educadores, em que essa avaliação poderá ajudar? Se o professor é avaliado negativamente, quais serão as ações do governo para contribuir com a melhoria de sua prática? Em nenhum momento as respostas a estas perguntas aparecem no projeto do governo. É óbvio que se trata de uma avaliação de caráter punitivo, de exclusão e descartabilidade profissional. O que o governo quer são professores feitos de “diamante”. Educadores que possam se submeter às condições degradantes de trabalho, impostas pela SEED, com um sorriso no rosto. Mesmo que este sorriso seja uma máscara fria, que esconde uma alma atormentada! Professores de carne e sangue, gente de tanta dor e sofrimento, gente que faz a terra girar, essa gente não interessa para o modelo pedagógico terraplanista do governo Ratinho Júnior.

Por princípio, não somos contra uma avaliação profissional. Ela é desejada e é justo que aconteça. Entretanto, em um sistema escolar que busque qualidade, ela precisa, inexoravelmente, ter como objetivo a valorização e a emancipação docente, diferentemente desta, e de outras formas de “avaliação” impostas pela Secretaria de Educação sob a gestão Ratinho Júnior/Renato Feder nos últimos anos, as quais buscam, apenas, avaliar para rotular e culpabilizar, em uma estratégia que beira o fascismo, estabelecendo a imposição de um pensamento único e de descartabilidade dos que não se adaptam, ou que ousam resistir. Sejam eles educadores ou estudantes!

A escola, certamente, não é uma empresa. O objetivo da escola não é o lucro, portanto, o conceito de qualidade escolar não tem o mesmo escopo de qualidade empresarial. A escola trabalha com o desenvolvimento de seres humanos, considerados em toda sua riqueza e complexidade. No cerne da formação docente, muitas vezes de forma idealista e salvacionista, está a firme convicção de que é possível tornar o mundo melhor, mais bonito e mais justo, através do ensino das ciências, das artes e da filosofia. Existe, no magistério, talvez como em nenhum outro exercício profissional, um forte compromisso ético com a vida. Não é por falta de vontade dos educadores que as escolas públicas estão longe de ter a qualidade que precisam ter. Não é porque os professores são vagabundos e descompromissados que o ensino público é deficitário. São as condições concretas de trabalho, impostas aos educadores, que inviabilizam o desenvolvimento de práticas necessárias ao processo de aprendizagem dos estudantes. Não raras vezes, inclusive, se as escolas têm alguma condição mínima de ensino é, também, por causa do compromisso destes mesmos educadores, os quais, junto com a comunidade escolar, sustentam – até mesmo financeiramente – as escolas, em detrimento do descaso do governo estadual.

Renato Feder, no livro “Carregando o Elefante”, diz, textualmente, que os professores são profissionais quase analfabetos. É a partir dessa compreensão, limitada e estúpida, que ele pensa a gestão da Secretaria de Educação do Estado do Paraná. De acordo com sua incapacidade de compreensão, os professores não sabem o que fazer, é preciso que ele, como um “reizinho mandão”, através de uma parafernália tecnológica alheia ao ambiente escolar, discipline o que e como os professores devem ensinar.

Sabemos muito bem que os objetivos de Ratinho Júnior são mercadológicos. A educação, para este governo, é um balcão de negócios ao qual as pessoas devem se sujeitar. É a lógica da imposição do lucro de poucos, sobre a vida e o futuro da nossa juventude. Entretanto, mesmo para uma perspectiva empresarial, a gestão de Renato Feder é burra e ineficiente. O bom empresário explora de seus trabalhadores o que eles têm de melhor, Renato Feder destrói o que os educadores são, tenta, através de pirotecnias de gestão, transformar gente de carne e sangue em algo frio e seco, como um diamante…

Sabemos bem quais são os princípios da lógica neoliberal e, infelizmente, ainda não atingimos o fundo do poço. Prevalecendo essa política educacional, em breve todos os educadores serão uberizados, irão receber por hora trabalhada e por meta atingida. Sabemos também que essa rota não será desviada se não houver enfrentamento político efetivo. A direção da APP-Sindicato – entidade que representa os trabalhadores da educação do Paraná – tem muita responsabilidade nesse processo. Desde o início do mandato de Ratinho Júnior, conhecendo o DNA desse governo, antes de organizar a categoria e fortalecer estratégias de resistência, a direção da APP optou pela tentativa de negociação. O que conseguiu, até agora, foi apenas negociar perdas, negociar a alma dos educadores e da escola pública.

Está na hora da direção da APP-Sindicato acordar e tirar o pijama, sair de trás da escrivaninha, abandonar o caráter de gestora de derrotas, parar de acreditar em um salvador da pátria ou de achar que tudo um dia vai se resolver de forma mágica. Passou da hora da direção sindical ir para as escolas, estabelecer relações efetivas com a base e construir uma greve geral por tempo indeterminado na educação do Paraná. Precisamos dizer um não definitivo, um não coletivo. Precisamos transformar toda a nossa angústia, a angústia de nossos educadores e de nossos estudantes, em luta efetiva.

Para finalizar, é preciso dizer que a gestão educacional de Ratinho Júnior e de Renato Feder merece um diamante. Merece um diamante manchado com o sangue de nossos colegas que, pautados no desespero devido às abusivas condições de trabalho que lhe foram impostas, adoeceram ou, até mesmo, tiraram a própria vida! Um diamante manchado de sangue, um Diamante da Vergonha! É isso que Ratinho Júnior e Renato Feder merecem! Em outros tempos, Geraldo Vandré nos ensinou que “quem sabe faz a hora e não espera acontecer”. Vivemos, mais uma vez, um tempo em que é preciso fazer a hora, fazer acontecer, nas ruas, nas escolas, nas praças… e não apenas nas urnas!

Autores:

Sebastião Donizete Santarosa – professor de Língua Portuguesa na Rede Estadual de Ensino do Paraná e militante na TLS Sindical.

Luciano Egidio Palagano – Funcionário de Escola na Rede Estadual de Ensino do Paraná, Conselheiro Nacional da CNTE e militante na TLS Sindical.

Paraná, Brasil

Outono de 2022

*Texto publicado originalmente em: https://tlssindical.com.br/o-diamante-da-vergonha/

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

O QUE SEU VOTO PODE TRAZER À CIDADE DE TOLEDO?

 Olá! Essa publicação tem como objetivo detalhar melhor as principais propostas que estou defendendo em minha campanha para vereador no município de Toledo. Assim, sem mais demora, vamos direto para elas:

Tema: Agricultura e Sustentabilidade Ambiental!

Proposta: PLANO MUNICIPAL DE COMPOSTAGEM DE RESÍDUOS ORGÂNICOS COM DISTRIBUIÇÃO DO ADUBO GERADO PARA A AGRICULTURA FAMILIAR: 
A política de compostagem municipal já está aprovada, só não foi concretizada. Talvez por preguiça, talvez por incompetência!
Tabela 126 -
Programa de Coleta e Tratamento de resíduos verdes do município de Toledo.
A política de compostagem municipal já está aprovada, só não foi concretizada.
Talvez por preguiça, talvez por incompetência!
Toledo produz, atualmente, em média 1.374 toneladas de resíduos orgânicos por mês. Se a política municipal de compostagem, aprovada em 2016, tivesse sido implementada, estaríamos gerando, aproximadamente, 680 toneladas de adubo orgânico que poderiam ser distribuídos de forma gratuita ou a preço de custo para nossos agricultores familiares. Algo que aumentaria a renda dessas famílias e melhoraria a qualidade da produção, reduzindo o uso de fertilizantes químicos e transformando o tratamento do lixo orgânico em uma solução sustentável e voltada ao desenvolvimento social e econômico. No entanto, há oito anos que vemos falta de interesse e excesso de preguiça, que impediram que essa política fosse implementada. Mas, é possível mudar isso, e pretendo fazer isso. É possível unir sustentabilidade e desenvolvimento. Juntos nós vamos fazer isso acontecer!

Tema: Combate à violência contra a mulher!

Proposta: São registrados, em média, 600 casos de violência doméstica por mês em Toledo! Em março deste ano, havia 1.028 medidas protetivas em vigor! Esses dados são alarmantes! 

Reportagem publicada pela CATVE em 27/03/2024
Acesso:19/09/2024 - 15h25min

Precisamos combater este problema com medidas efetivas de repressão, formação e prevenção. Neste sentido, estou propondo dois projetos de lei, que serão os primeiros que irei apresentar, se eleito, com o objetivo colaborar na repressão à violência e, também, no auxílio às vítimas:

1º Projeto: obrigatoriedade da reserva de 5% das vagas de emprego em empresas terceirizadas ou que mantenham contrato de prestação de serviço com o município, para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.

2º Projeto: proibição da nomeação, na administração pública direta ou indireta em âmbito municipal, de pessoas condenadas pela Lei Maria da Penha e/ou que sejam devedoras de pensão alimentícia.

Para que isso seja possível e esses projetos sejam apresentados, conto com o seu voto!

Tema: Direito à Educação e uma Formação de Qualidade:

Conto com o seu apoio, para poder apresentar
 essas propostas na Câmara de Vereadores!
Proposta: CRIAÇÃO DO CMEI NOTURNO! 

Com quem você deixa seu filho para poder estudar à noite? A Educação é um direito de todos e uma responsabilidade do governo. É fundamental que as autoridades criem condições para que todos tenham acesso ao estudo. Isso inclui oferecer transporte escolar seguro, uma boa infraestrutura nas escolas e universidades, professores e funcionários preparados e valorizados com condições adequadas de trabalho, além de garantir políticas que ajudem os alunos a entrar e permanecer na escola e na faculdade. Como profissional da educação, entendo que a educação não muda o mundo, mas transforma pessoas que podem fazer essa mudança.
Por isso, proponho a criação de um CMEI noturno, para ajudar pais e mães solos que precisam trabalhar durante o dia e desejam continuar seus estudos à noite, com a segurança de que seus filhos estejam bem cuidados. O que você acha dessa proposta? Se você concorda, conto com o seu apoio, e voto, para tornar isso possível!

sábado, 15 de junho de 2013

Conferencia Municipal da Educação Aprova Moções de Apoio a Causa Indígena e LGBTS

Ocorreu ontem, dia 14/06/2013, a Conferência Municipal de Educação - Etapa preparatória para a CONAE 2014.
A Conferencia debateu diversos temas relacionados a Educação de Nível Fundamental, Médio e Superior, tanto do Município como do Estado, e a nível a federal.
Diversas alterações foram proposta no documento base, nos sete eixos da Conferência, alterações estas que  assim que este que os escreve receber da Secretaria Municipal de Educação serão publicadas neste blog.
Também foram eleitos os pré-delegados para a Conferencia Estadual da Educação, onde segundo os cálculos feitos Marechal Cândido Rondon (talvez) ficará com 8 delegados, e um destes serei eu mesmo.
O espaço da Conferência também foi um espaço de debate político, e desta forma foram aprovadas duas Moções no final da Conferência, sendo uma de apoio a causa indígena e repúdio a maneira como ela vem sendo tratada, e a outra de apoio a causa LGBTS.
Para conhecimento dos leitores seguem as duas Moções:
(para melhor visualização é só clicar na imagem)
As Moções acima expressam a opinião da maioria dos delegados presentes na Conferência, e serão apresentadas na Conferência Estadual, mas já são oficiais, e devem ser levadas em conta ao se falar sobre como (Majoritariamente) o setor da Educação de Marechal Cândido Rondon entende estas duas questões. A educação deve ter caráter libertário e preparar o ser humano enquanto pessoa, e não meramente enquanto ferramenta programada do sistema e disposta a obedecer os desmandos dos poderosos!


domingo, 10 de março de 2013

NO TEATRO DO POSITIVO A ENCENAÇÃO DO SORTEIO DA RIFA! PRÊMIO: A MOBILIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO

Aconteceu no dia de ontem (09/03/2013), a Assembleia Geral dos Servidores da Educação do Estado do Paraná.
Os dois principais pontos de pauta da assembleia foram: 
1. Debater sobre deflagração ou não da greve da categoria no dia 13 de Março.
2. Prestação de Contas Orçamentária do Sindicato,
Com relação a Prestação de Contas irei fazer um texto mais adiante, apenas sobre este ponto.
Neste momento, a intenção é fazer uma pequena apresentação e breve análise do que ocorreu na Assembleia, com relação a pauta de mobilização e greve.
A assembleia ocorreu no teatro do Positivo em Curitiba. Um bom lugar, afinal o que se viu lá foi uma peça de teatro. E que lugar melhor e mais adequado para uma encenação do que um Teatro?
O que se pôde perceber é que os interesses do PT dentro do sindicato, estão acima dos interesses da categoria, o que já era de se esperar, pois o PT esta refém do PSDB no PR.
O Deputado Petista Elton Welter, só é deputado por que o Governador abriu uma vaga na assembleia ao chamar o Deputado Romanelli (PMDB), que era deputado de sua base para ser secretário do governo. Outro Deputado Petista, Prof. Lemos, também só consegue aprovar seus projetos (e assim projetar seu nome politicamente) se o Governador assim o querer, por isso a necessidade de manter uma ótima relação com o governo.
Agora, imaginem como esta relação poderia ser desgastada se a categoria resolvesse entrar em Greve, como estava na pauta? Por isso, para o PT que dirige o sindicato, a necessidade ampla e urgente de que não houvesse uma greve!
Então, o que se viu na assembleia foi novamente o famoso discurso sobre o histórico de lutas da direção, revolvendo um passado que se fosse de pedra já teria virado areia, de tantas vezes citado e remoído nas assembleias. O problema disso não é que não tiveram um histórico de lutas! Eles tem um Histórico, mas a categoria precisa de lutas no presente, e não no passado! Também o discurso de ataque a quem defendia a greve, chegando-se ao cúmulo de insinuar que quem defendia a greve não era inteligente.
A ânsia em “vender/rifar (?)” não aprovar a greve era tanta, que as argumentações que membros da direção usaram para desmotivar a base, chegaram a ser contraditórias entre si! Houve fala que argumentou que faria greve mesmo com 20% de grevistas no início, por que greve se constrói na própria greve, mas que não era o momento de greve pois estavam havendo avanços. Assim como houveram falas que diziam que era impossível começar a greve porque a categoria não estava mobilizada (Ops! Aqui não explicaram bem uma coisa: seis meses de estado de greve, e a categoria não estava mobilizada????? Por que será????). Ambas as falas (contraditórias entre si por sinal) vieram de membros da Direção do Sindicato.
A oposição fez a defesa da greve argumentando que promessas não são avanços, e que no minimo há dois anos os profissionais da educação estão ouvindo as mesmas promessas do governo, e também questionando: se a categoria não estava mobilizada para a greve (como argumentou o tempo todo a direção), o que fez a própria direção nestes 06 (seis) meses de estado de greve?
É isso mesmo pessoal! Acho que pelo menos um recorde a nossa categoria conseguiu bater: mais tempo em estado de greve para no fim não fazer greve. Uau!!!!
Alguém chame o Guinnes Book! Quem sabe com o prêmio do livro dos recordes conseguimos melhorar um pouco as condições econômicas da categoria, se dividirmos o prêmio entre todos!
Esta certo, que vai ser só por um mês!!!
Agora, brincadeiras a parte, o que vimos na assembleia foi um jogo de cartaz marcadas, uma assembleia esvaziada se levarmos em consideração a importância da pauta! Só pelo esvaziamento da assembleia, já era possível ter um termômetro de como a direção do sindicato mobilizou a base.
Vi pessoas na assembleia, que pareciam estar lá já com a indicação do que deveriam votar, pois durante o debate estavam dormindo! E na hora da votação acordavam e levantavam o crachá! Incrível essa capacidade de acompanhar a assembleia dormindo! (Talvez este seja mais um ponto para colocarmos no Guinnes). E olha que para dormir na assembleia da APP tem de ter sono pesado, tentem avaliar isso nos vídeos a seguir!
Não foi permitido um amplo debate em torno da pauta da greve, pois já antes de iniciar o debate, a mesa usando do cansaço dos membros da categoria na assembleia, conseguiu limitar o número de falas: sete de cada lado!
Onde já se viu isso? Discutir uma greve com debate limitado!!! 
Como disse indignado, um colega: “espero 11 anos para discutir uma greve e quando chego aqui são apenas sete falas de cada lado!!???”
Enfim, a greve não foi aprovada, e no sorteio da rifa o governo levou o prêmio, sendo que o prêmio foi a mobilização dos profissionais da educação, e quem cedeu o prêmio foi a direção do sindicato, sindicato comandado pelo PT que se diz oposição do PSDB.

Inclusive, dizem as más línguas, que assim que foi aprovada a “não greve” a própria presidente do sindicato ligou para o governo informando do resultado da votação! Não sei se é fato, mas correu este boato nos corredores do teatro, onde estava ocorrendo a peça de sorteio da rifa! Estou só postando o que ouvi!
Também ouvi a conversa de que dirigentes do núcleo sindical de Toledo, estiveram na assembleia apenas para votar contra a greve e as mobilizações, e pessoas ainda disseram que, quando estes chegaram em Toledo, ao descerem do ônibus disseram:
“Ufa! Foi cansativo! Mas, pelo menos conseguimos barrar a greve!”
É! São estes os dirigentes sindicais dos profissionais da educação! Realmente, como se costuma dizer por aí: “a educação esta no (*piiii*) do Tigre!”.
Principalmente com este governo, e com estes dirigentes sindicais que um dia já foram de luta, mas hoje trocaram a luta pelo caviar da burguesia e pelo cafezinho com o Governo!
Bom, não se pode dizer que não fizeram seu papel não é mesmo? Afinal, qual é o papel do Pelego?
Vide aqui, o que significa Pelego que você vai descobrir qual é o papel deste personagem inusitado na luta de classes!
Uma dica: antigamente pelego era aquele pedaço de couro que ficava entre as costelas do cavalo e a “bunda” do cavaleiro!
Quem você acha que é o cavalo e o cavaleiro nesta estória? Essa vai para os professores de matemática: Descubra o significado do “X” da questão, a partir do conhecimento do significado dos termos “cavalo” e “cavaleiro” na frase do problema, chegue ao significado de “ pelego”.
A avaliação da assembleia? fomos rifados!
A categoria mandou o seguinte recado ao governo e a população:
“Concordamos com as ações do Governo Richa na educação, e dizemos que esta tudo ótimo nas escolas! Que não enfrentamos problemas, e que a educação no PR é de qualidade! Aqueles que falam contra isso não passam de baderneiros que sempre reclamam, e sempre vão reclamar.
Atenciosamente e com carinho,
Direção da APP sindicato e categoria reunida na assembleia do dia 09/03/2013.”

Agora é voltar para as escolas e para os mesmos problemas de sempre! O que vamos fazer para resolver? Não sei! Você caro profissional da educação que lê este texto! Tem alguma sugestão?
Eu vou continuar na luta, é o que nos resta a fazer, afinal como dizia Charles Chaplin, devemos "Perder com classe e vencer com ousadia. A vida é muito para ser insignificante!" Parece que para muitos, faltou a ousadia!



Fotografias da Assembleia:



















Vídeo com as propostas do Conselho Estadual da APP-Sindicato sendo apresentadas à Assembleia:



Vídeo com o inicio da manobra, limitação das falas:


Em breve mais vídeos da Assembleia...

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Poluição e Educação: uma financiando a outra! Isto é o Capitalismo.

Na tentativa de resolver o problema do financiamento da Educação no Brasil, esta se debatendo nos últimos dias a proposta de que 100% dos Royalts do Petróleo deveriam ir para o setor.
Praticamente todo mundo esta apoiando a proposta, mas será que já paramos para pensar no que isso realmente significa?
Todos sabem que vivemos um momento de crise ambiental, e também é de conhecimento público que uma das maiores fontes da poluição é o processo de utilização do petróleo, desde a sua extração até o seu uso final como combustivel e derivados.
A exploração do Pré-Sal já pode ser considerada como a abertura de uma "caixa de Pandora", e o preço da abertura desta caixa vai ser cobrado de nossos filhos e netos, assim como hoje estamos pagando o preço pelos erros ambientais de nossos pais.
No meu entender, este projeto que busca destinar o dinheiro dos Royalts do Petróleo para a educação é uma falácia para desviar a nação dos verdadeiros problemas.
É folclórica a figura da pessoa que tenta aprisionar dois animais com uma peneira, mas, ao aprisionar um solta o outro e vice-versa, pois usa apenas uma peneira para tentar resolver uma questão  que precisaria de duas peneiras.
Ou seja, não se resolve um problema criando outro! Isso não é solução! E é isso que estão defendendo!
Afinal, nós iremos financiar a educação com o dinheiro da poluição? É isso? Daremos educação por um lado, e pelo outro deixamos nossos filhos sem um mundo com condições ambientais adequadas? Financiar a educação com o dinheiro do Petróleo é tapar um buraco e abrir outro maior ainda, literalmente falando. 
Mas, então qual é a solução?
O financiamento da educação, deve vir do dinheiro que hoje vai para os bancos. 
A dívida pública deve ser auditada, e os bancos devem pagar o que nos devem, por que na verdade eles é que são os verdadeiros devedores. O valor investido na educação, se comparado com o valor que escorre pelo gargalo da divída pública é irrisório, devemos ter 10% do PIB já para a educação, e não o finânciamento a partir do petróleo.
Orçamento de 2011.
Veja quanto foi para cada setor, quanto foi para a Dívida Pública e quanto foi para a Educação.

Até por que o valor dos royalts é muito inferior ao que é realmente necessário, não se percebe que esta é apenas uma tática, no intuito de vincular o financiamento da educação a exploração do petróleo, e desta forma conseguir justificativas para uma exploração poluidora?
Por que não ousam mexer com os bancos? POR QUE O MEDO?!
Vejam quem fica com o dinheiro dos nossos impostos! É por causa deles que não há dinheiro para a Educação, Saúde e outros!
O dinheiro que vai para a educação, não deve estar sujo com o óleo que polui nossos mares, rios, ares e acaba com nosso ecossistema! O dinheiro da educação, deve ser o dinheiro que hoje é destinado aos bancos.
E quanto ao petróleo? Deixe-mos ele lá! Não precisamos dele! Não devemos abrir mais ainda a "caixa de pandora"! Eu quero que meus filhos tenham educação de qualidade, gratuita e laica! Mas, também quero que eles tenham um ambiente ecológicamente correto, para poderem viver com saúde, ter um direito não significa abrir mão de outro direito!
Não devemos abrir mão do direito a um ambiente ecológicamente correto, para poder-mos ter o direito a educação!

A própria Constituição nos dá os dois direitos, ao citar:

no Art. 205 "A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho."

e no Art. 225 "Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações."
 
Desta forma, eu digo aqui: 
QUEREMOS OS DOIS DIREITOS QUE NOS SÃO GARANTIDOS! NÃO UM SÓ! NÃO QUEREMOS E NÃO DEVEMOS ESCOLHER!
A CONSTITUIÇÃO NÃO FALA EM ESCOLHA, NÓS TEMOS DIREITO AOS DOIS!
POR ISSO, DEFENDEMOS QUE O DINHEIRO DA EDUCAÇÃO, SEJA AQUELE QUE HOJE VAI PARA OS BANCOS, E QUE NÃO SEJA O DINHEIRO SUJO DA EXPLORAÇÃO DE UM DOS MATEIRAIS MAIS POLUENTES DA HISTÓRIA!

O papel dos educadores não é reproduzir o senso comum, e muito menos dizer aquilo que as pessoas querem ouvir! O nosso papel, é avaliar e analisar a sociedade antes de dizer qualquer coisa, e quando disser-mos deve-mos dizer o que deve ser dito, e não o que querem que seja dito!
Não é criando um problema que resolvemos outro! Não precisamos do petróleo, precisamos de educação e o financiamento desta deve vir do dinheiro que hoje vai para a dívida pública, e não do fomento a poluição ambiental!
Precisamos de politícas de governo incisivas com relação a qualidade e gratuidade da educação, e o direito da população a um meio ambiente ecológicamente correto!
Com relação ao petróleo, existem tecnologias alternativas, podemos usá-las, e com relação ao financiamento da educação, existe uma fonte de recursos muito maior (conforme o demonstrado aqui) e com vontade politíca também podemos usá-la.
Auditoria da Dívida Pública, já!
10% do PIB para a educação pública já, e não ao petróleo!
Não à exploração do Pré-Sal e outras reservas, e sim ao desenvolvimento e fomento de tecnologias e técnicas ambientalmente corretas e pela implementação social do seu uso, e não adstritas aos interesses do mercado!
Sou Educador! SOU ECOSSOCIALISTA!!!!!!!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

09 de Fevereiro de 2012: Ano letivo começa com mobilização.


Pois é pessoal! O Blog Razão à Conta-Gotas esta volta. Após mais de dois meses parado por diversos motivos, o blog volta a funcionar a partir de hoje. E já volta com  uma notícia: Amanhã é dia de mobilização!
As escolas estaduais do estado do Paraná estarão fazendo uma paralisação parcial no dia de amanhã, as aulas terão duração de 30 minutos, e em Marechal Cândido Rondon e Toledo também haverá mobilização. Nestas duas cidades além das aulas de 30 minutos, ocorrerá um ato público com panfletagem, onde será entregue uma carta a comunidade.
A paralisação parcial foi aprovada em assembleia estadual no mês de Dezembro, sendo que na mesma assembleia foi aprovado que deveriam ocorrer atos públicos que divulgassem e dessem visibilidade a pauta da categoria.
Como no núcleo sindical de Toledo, a direção nomeada não assumiu o compromisso de organizar o ato, a oposição APP de Luta e Pela Base em conjunto com diversos membros da categoria, resolveu encampar a organização de uma panfletagem em Marechal Cândido Rondon e Toledo.
Em Marechal Cândido Rondon a panfletagem ira acontecer na esquina da Rua Independência com a Avenida Rio Grande do Sul, nos horários das 10h e 30min na parte da manhã e 16h e 15min na parte da tarde.
Seguem alguns dos pontos de pauta defendidos pelos educadores:
- 33% de hora-atividade já!
A hora-atividade é o tempo que o professor tem destinado a correção de provas, estudos, e organização das aulas. Devido ao número cada vez maior de alunos, e cada vez menor de professores, o atual tempo de hora-atividade é insuficiente para uma atuação de qualidade deste profissional na sala de aula.
- Condições de trabalhos dignas para professores e funcionários!
Toda sociedade sofre hoje com o caótico sistema de saúde, Marechal Cândido Rondon então, não tem um único hospital que atenda pelo SUS. Os profissionais da educação também sofrem com este problema, o sistema de saúde é um caos, e nossos professores e funcionários ficam cada vez mais doentes devido ao excesso de trabalho e a falta de condições dignas de exerce-lo, devido a isso este também é um ponto pautado na mobilização.
- Melhorias no plano de Carreira dos Funcionários!
Costuma-se ouvir na sociedade que o estudo possibilita maior qualidade de vida, mas não é isso que vem ocorrendo com os funcionários das escolas. O plano de carreira existente hoje, não estimula o aperfeiçoamento e nem o estudo. Não existe previsão de melhoria no salário caso o Agente Educacional I faça uma graduação, assim como também não existe tal previsão para a especialização no caso do Agente Educacional II.
- Saúde de qualidade para os profissionais da educação
A explicação deste ponto esta vinculada a do ponto sobre condições de trabalho, mas uma informação é interessante: Segundo pesquisas, uma das categorias que mais sofre com problemas de saúde relacionados ao sistema nervoso nos dias de hoje é o profissional da educação.
- Reajuste do valor do Piso Salarial Nacional dos Profissionais da Educação
Por lei municípios e estados devem pagar o piso nacional da educação, muitos municípios ainda não cumprem com a lei neste ponto, assim como muitos estados também não o fazem. Neste ano o piso foi reajustado em 22%, como no PR o salário do professor esta um pouco acima do piso, com este reajuste de 22% o mesmo, em nosso estado, deve ser reajustado em 18%, para que então fique novamente dentro do valor legal do PISO. Tal reivindicação também é colocada para os municípios, pois mesmo aqueles que já pagam o piso devem fazer o reajuste no valor determinado por lei.
- 10% do PIB para a educação pública já!
Só se pode pensar em uma educação com qualidade se houver recursos. Muito se fala, muito se sonha, mas pouco se faz, e é exatamente pela falta de recursos. Em 2011 o estado brasileiro destinou mais de 40% do seu orçamento para o pagamento de juros e amortizações da dívida pública (o tal do superavit primário que ouvimos falar no Jornal Nacional), este dinheiro não fica no país e vai parar no bolso de especuladores e banqueiros, em compensação para a educação foi destinado apenas 2,99% do orçamento. Com esta pequena conta percebe-se a prioridade do governo, assim a mobilização também pauta esta bandeira: queremos que 10% do Produto Interno Bruto (PIB) que vem ser a soma de toda a riqueza produzida no país seja destinada a educação. Quem sabe assim poderemos realmente ter o sistema educacional que aparece descrito nas propagandas eleitorais nos períodos de eleição. Chega de promessas! Queremos ação! A educação tem pressa!
- Paridade no auxílio transporte de professores e funcionários.
Caro leitor, quando você vai abastecer seu carro ou comprar uma passagem pedem a você o histórico escolar? Pois é, para ninguém é solicitado este documento em um momento como este. Logo, não se explica o fato de que funcionários de escola recebam um valor menor de auxílio transporte do que os professores. Afinal, o preço da gasolina e das passagens é igual para todos (talvez não para o parente do dono do posto ou da empresa de ônibus, mas não é esse o caso), assim uma das bandeiras levantadas é que o estado do PR passe a pagar o mesmo valor de auxílio transporte para professores e funcionários
Esses são apenas alguns dos pontos, a pauta é longa pois a educação em nosso país precisa de muitas melhorias, por isso pedimos a ajuda da comunidade! Compareçam no ato, levem a carta e vamos conversar, quem sabe assim você cidadão que não tem conhecimento da realidade interna da educação em nosso país fique por dentro do que esta ocorrendo. Afinal, se você já terminou os seus estudos, provavelmente seus filhos ou netos ainda precisam e irão precisar de escolas públicas de qualidade!
Por isso, chamamos todos para amanhã, dia 09/02, comparecerem no local do ato no horário citado. E dia 15/03 haverá paralisação! Estamos lutando por uma educação melhor para nossas crianças e jovens!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Quando o (Deus)-mercado impõe suas regras a Educação!


UNIOESTE - Campus de Marechal Cândido Rondon
O Brasil, vive hoje um processo de alastramento do ensino superior privado, com o discurso de democratização do ensino o governo investe milhões em redes particulares, para que estas disponibilizem bolsas para os jovens estudantes. O discurso é bonito: “Democratização do Ensino”, mas por trás do discurso se esconde a verdadeira intenção do processo: “Comercialização do Ensino”. A partir deste momento o ensino passa a ser ministrado, e administrado segundo a lógica do mercado, e o que deveria ser algo libertador, emancipatório, se torna ferramenta de obtenção de lucro para grupos e corporações, que visam apenas explorar mais uma fatia de mercado.
O ensino, que deveria ser ferramenta de construção de uma identidade renovadora, preparando o individuo para atuar na sociedade de forma a poder modificá-la e melhorá-la, se torna mais um investimento da Bolsa de Valores. Escolas e Universidades particulares disputam alunos como se estes fossem pacotes de investimento, ou como se costuma dizer: clientes, meros clientes! Ferramentas de marketing e propaganda, são utilizadas de forma que estas empresas conquistem cada vez mais clientes, por que é assim que são vistos. O interesse de tais instituições não esta no coração e na mente destes estudantes, mas sim nos bolsos deles mesmo e de seus pais ou familiares.
O discurso se torna tão forte que adentra até mesmo as instituições públicas, que são cada vez mais sucateadas, justamente no intuito de com o sucateamento deliberado, darem base para o discurso da supremacia do privado sobre o público. O discurso é tão forte, que mesmo nas instituições públicas, os estudantes são chamados de “clientela”. Pois é, as palavras são carregadas de sentidos e significados. Só que a prática demonstra a sua diferença do discurso, essa semana foi divulgada uma notícia no site da Ordem dos Advogados do Brasil, e a notícia é bombástica tanto para aqueles que se preocupam com a qualidade real do ensino, como também para aqueles cuja a preocupação esta voltada para a transformação da educação em mercadoria. A notícia? Eis a manchete no site da OAB: “OAB divulga lista com as 90 faculdades com índice zero no Exame de Ordem”. Segundo notícia do site Yahoo falando sobre a divulgação da Ordem (in verbis) “um estudo feito com dados dos últimos quatro exames anteriores ao de dezembro de 2010 indica que as 20 melhores instituições de ensino superior públicas aprovam, em média, entre 70% e 90% dos candidatos inscritos. Por sua vez, nas 20 piores universidades públicas e nas 20 melhores universidades privadas, a aprovação média é de 40% a 60%. Já as 20 piores instituições particulares têm apenas entre 3% e 5% de seus alunos classificados.”
Ou seja, segundo o estudo da Ordem, apesar de todo o ataque neoliberal ao ensino, todo o discurso contra as IES públicas, e todas as dificuldades que elas vem tendo para se manterem funcionando (vide texto anterior sobre reivindicação pelo RU na UNIOESTE), são elas que ainda tem o melhor ensino. A questão é: Para que então, tanta verba para instituições particulares que basicamente transformam o ensino em mercadoria, e deixar de lado as instituições públicas? O que esta por trás destes atos? Que forma ou modelo de sociedade se busca construir com isto?
Outro fato relevante é que na lista de faculdades que não conseguiram aprovar ninguém para o exame da Ordem, figura uma instituição de nossa cidade, instituição que faz muita propaganda de seus cursos mas que o exame da Ordem desmente agora.
Instituição, que esta inclusive, em um terreno e prédio que eram do município, e que poderia muito bem estar sendo usado por uma instituição de ensino público, se o município não tivesse se desfeito deste bem, sem consultar seus verdadeiros proprietários: O povo rondonense!
Caso vocês queiram ter acesso a listagem das Instituições de Ensino Superior que não conseguiram aprovar ninguém, e verificarem por sí mesmos de que instituição estou falando, cliquem aqui e você serão direcionados a página da OAB onde terão acesso a listagem..
Enfim, quero terminar este texto colocando que, novamente fica comprovado que o discurso de democratização do ensino, que justifica o desvio de recursos que deveriam ir para instituições públicas, para particulares, é mero discurso. O que se esta democratizando não é o ensino, o que se esta democratizando, é a construção de um mercado de consumo que é feito e mantido com a esperança de milhões de estudantes de nosso país, que sonham melhorar de vida através de um ensino de qualidade.
O que se esta construindo não é um ensino democratizado, pois ensino implica em libertação intelectual, em produção de conhecimento e não em mera reprodução de consumidores.
Enfim, temos o direito (sem trocadilhos) de que o ensino, a educação, a ciência, o conhecimento e difusão do mesmo, não sejam pautados e regrados pelo mercado. Conhecimento não é mercadoria, conhecimento é poder, e por isso mesmo pode libertar, como também a sua falta pode aprisionar. E é justamente por isso mesmo, que é tão controlado! Só que, como ao mesmo tempo o mercado não pode ficar sem estes clientes, vende-se a ilusão de conhecimento! Mais uma vez, um exame de uma instituição que nada tem de revolucionária, muito pelo contrário, comprova a demagogia por trás do discurso de democratização do ensino, que justifica o financiamento público em instituições particulares, com dinheiro que poderia e deveria estar sendo utilizado para melhoria do ensino público, e desta forma, possibilitar aqueles estudantes que hoje pagam pelo ensino, pudessem estar cursando e estudando em instituições públicas. Fica então o alerta: “ENSINO NÃO É, E NÃO DEVE SER MERCADORIA!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Nota de repúdio aos atos de violência da Guarda Municipal praticados na Câmara de Vereadores contra os/as professores/as.

O dia 07 de maio de 2011 poderia entrar para a história como o dia segunda queda do ministro Antonio Pallocci. Mas entra também por ter sido o dia em que a Câmara de Vereadores e a Guarda Municipal de Fortaleza escreveram uma das páginas mais vergonhosas da história de nosso estado, dirigida contra o movimento dos trabalhadores em geral e os educadores da rede pública municipal em particular.
A violência, exercida a pedido do presidente da CMF Acrísio Sena e a mando do diretor geral da GMF Arimar Rocha, passou de todos os limites. Sprays de pimenta, cassetetes, escudos, gás lacrimogêneo, enfim, todo tipo de aparato repressivo empregado pela Guarda Municipal foi usado contra professores e manifestantes que protestavam diante da Câmara Municipal. O protesto era contra a tentativa dos vereadores da base de apoio da prefeita Luizianne Lins aprovarem a qualquer custo um projeto que altera salários e jornadas dos professores municipais, descumprindo o que determina a Lei do Piso Nacional do Magistério.
Entre os atingidos, professores e manifestantes filiados ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e o vereador João Alfredo, também do PSOL, que se manteve ao lado dos professores e recusou-se a reconhecer a manobra montada pelos apoiadores da administração municipal contra os professores.
A greve dos professores e a intransigência do governo Luizianne (PT)
Desde o dia 26 de abril, os professores municipais encontram-se em greve. Reivindicam o cumprimento por parte da PMF da Lei do Piso Nacional do Magistério, especialmente no que se refere ao pagamento do piso no vencimento base inicial da carreira do magistério das redes públicas, para uma jornada de 40 horas semanais com 1/3 destinado às atividades de planejamento, preparação de aulas, elaboração e correção de provas. Medidas cuja constitucionalidade foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal.
Diante da palavra final do STF, era de se esperar que o governo Luizianne Lins (PT) simplesmente cumprisse a lei. Ao invés disso, preferiu o caminho do confronto, buscando todo meio de burlar o direito conquistado.
Primeiro, a prefeita enviou para a Câmara Municipal uma mensagem de projeto de lei que revisava o plano de cargos, negando aos professores com formação superior os benefícios da aplicação do piso no vencimento base correspondente à referência inicial da carreira. A mensagem também não respeitava as exigências da jornada.
Muito justamente, os professores recusaram o conteúdo da mensagem. Com sua mobilização conseguiram evitar a votação do projeto de lei. Diante disso, o governo apontou para uma negociação que terminou frustrada por sua própria intransigência.
Desrespeitando o próprio compromisso assumido com os professores, o presidente da Câmara, vereador Acrísio Sena, decidiu colocar em votação a qualquer custo um substitutivo em que novamente não são atendidas as reivindicações da categoria nem as exigências da Lei do Piso.
Plenamente ciente de seus atos e de suas consequências, Acrísio convocou a Guarda Municipal para evitar o acesso dos professores ao plenário, ao mesmo tempo em que o governo municipal mobilizava diretores de escola e cargos comissionados na PMF para lotarem as galerias da Câmara Municipal. O resultado foram os bárbaros e desmedidos atos de violência que atingiram professores, parlamentares de oposição e profissionais da imprensa. Impedidos de entrar nas galerias, os professores tentaram impedir a entrada de vereadores. Dessa forma a sessão não foi realizada no horário regimental.
A nudez da rainha e de seus súditos
Na conhecida fábula, a nudez do monarca só é reconhecida a partir do grito de alerta de uma criança, pondo fim ao desfile do governante que se imaginava envolto em luxuosos trajes inexistentes. No caso de Fortaleza, os lamentáveis episódios de violência devem nos servir para desnudar o verdadeiro caráter do governo Luizianne Lins (PT).

O tratamento dispensado pelo governo municipal às reivindicações do funcionalismo é simplesmente vergonhoso. Não guarda nenhum sinal de compromisso com a causa dos trabalhadores e suas lutas. Antigos ativistas de movimentos sociais, como um dia foram Luizianne, Acrisio e Arimar, não têm o mínimo pudor em assumir o papel de defensores intransigentes de uma ordem injusta e desigual.
Embriagados pelo poder, perderam toda noção do sentido histórico da luta anti-capitalista. Limitam-se hoje a parodiar os dominantes e opressores, assumindo para si o papel de administradores da crise social e política do sistema capitalista. Ao invés de se colocarem como instrumento dos trabalhadores e oprimidos, preferem fazer de conta que seja possível aprimorar uma máquina falida, cujo fim último continua sendo assegurar que a riqueza produzida pela maioria seja apropriada por uma minoria exploradora e corrupta.
O que o governo Luizianne Lins (PT) pretende é, simplesmente, descumprir uma Lei nacional. A alegação de que faltam recursos para pagar os professores não se sustenta. Bastaria redimensionar o orçamento, dando prioridade ao pagamento do funcionalismo. Não é assim que Dilma e os demais governantes fazem quando querem ou precisam, cortando direitos e salários?
Sabemos que enquanto persistir esse sistema capitalista, os trabalhadores seguirão impedidos de conquistar a satisfação plena de suas necessidades materiais e culturais, não importa o alcance de suas vitórias sindicais. Entretanto, essas lutas são fundamentais para a conquista da organização e da consciência que pode fazer da classe trabalhadora uma força capaz de superar o capitalismo e construir uma nova ordem social ecossocialista, onde as relações entre as pessoas e destas com a natureza não continuem aprisionadas na lógica fria e insensível das relações mercantis, mas expressem o compromisso ativo e solidário com a construção de uma nova sociedade, para além da barbárie capitalista e da destruição ambiental.
São por esses motivos que o Partido Socialismo e Liberdade apoia sem reservas as lutas dos professores e repudia a truculência usada contra os manifestantes na Câmara Municipal. Convocamos todos os trabalhadores e a população de Fortaleza a prestar solidariedade aos professores em sua luta pela aplicação do Piso Nacional e a somar conosco na luta contra o sistema capitalista e os governos que o sustentam.
* Pela punição aos assassinos e mandantes de crimes contra os trabalhadores e os movimentos sociais! Basta de Violência!
* Pelo cumprimento integral da Lei do Piso Nacional do Magistério!
* Pela anulação da sessão ilegal da Câmara Municipal que aprovou a lei anti-Piso!
* Pela desmilitarização da Guarda Municipal!
Fortaleza, 08 de junho de 2011.

Fonte:

http://blogs.diariodonordeste.com.br/roberto/a-nota-do-psol-sobre-a-violencia-da-guarda-palaciana-de-luizianne/

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Manifestação de Profissionais da Educação do Estado e do Município!

CARTA ABERTA AOS PAIS, ESTUDANTES E COMUNIDADE EM GERAL
 
Nós, professores e funcionários estaduais e municipais, estamos nos mobilizando para mais uma vez denunciar os problemas da educação e reivindicar mudanças.
Os governos federal, estadual e municipal fazem propaganda de que estão melhorando a educação. É aquela velha conversa de falar bonito em defesa da educação.
Porém a realidade é outra. As condições de trabalho são precárias: temos poucos funcionários nas escolas do Estado e do município de Mal Cândido Rondon, o que leva a uma sobrecarga de trabalho. Os professores recebem por 40 horas/aula semanais, mas são obrigados a trabalhar muito mais para dar conta de todas as tarefas, como preparação de aulas, correção de avaliações, etc. Sem contar as várias turmas com uma quantidade muito grande de alunos. E o governo do Estado ainda pretende colocar mais alunos por sala! Muitos professores precisam trabalhar em várias escolas para poder fechar a sua carga horária. Em torno de 25 mil professores e funcionários no Estado do Paraná têm contratos precários (PSS), são demitidos todo final de ano e ficam meses sem salário. E agora o governo ainda está ameaçando encerrar os contratos no meio do ano. O problema da indisciplina em sala também é grave, além da violência freqüente nas escolas.
Tudo isso acaba se refletindo nas doenças. Muitos professores e funcionários apresentam problemas de voz, problemas na coluna, lesões por esforço repetitivo (LER), doenças como depressão, vários tipos de transtornos, etc. O sistema de saúde do Estado (SAS) é um caos. Não tem atendimento aqui em Marechal Cândido, vários especialistas estão deixando de atender por falta de pagamento do Estado, etc. No caso dos servidores municipais, o atendimento pelo SUS também é caótico aqui em Mal Cândido Rondon, ao contrário do que diz a propaganda da prefeitura.
Os salários também estão longe do necessário. No município muitos servidores com vários anos de trabalho ganham pouco mais do que o salário mínimo. No Estado teremos 6,5% de reposição, mas o aumento dos preços dos alimentos e dos combustíveis foi muito maior. Portanto o salário vai comprar menos do que comprava um ano atrás.
A estrutura física e de materiais nas escolas também tem muitos problemas. É preciso trocar o padrão de luz de muitas escolas, construir novas salas, melhorar a estrutura de laboratórios de ciências e de informática, das quadras, etc.
Em todo país os problemas da educação são semelhantes. Por isso, entre outras coisas, reivindicamos:
►Implantação da lei do piso salarial nacional dos educadores, para garantir aumento salarial e 33% de hora-atividade (tempo de preparação de aulas e correção de avaliações). O objetivo é chegar a 50% de hora-atividade.
►Aprovação de um Plano de Carreira para os funcionários da educação municipal. Isso para poder melhorar o salário conforme o tempo de serviço.
►Contratação de mais funcionários nas escolas do Estado e nas escolas e centros de educação do município.
►Redução do número de alunos por turma.
►Convocação dos aprovados em concurso e realização de novos concursos públicos.
►Em caráter de emergência: garantir os contratos dos professores e funcionários PSS do Estado pelo menos até o final do ano.
►Aplicação de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) na educação em todo país. Sem investimento não é possível melhorar a educação.
►Melhoria na estrutura física e de materiais das escolas e dos centros de educação (município).
►Modelo de saúde que possa atender os servidores com dignidade.
►Aumento salarial de 25,97% para professores e funcionários de escola.
►Implantação do programa Profuncionário no município de Mal Cândido Rondon.
Essas medidas também são importantes para melhorar a qualidade de ensino.
APP-Sindicato dos trabalhadores em educação pública do Paraná/Núcleo Sindical de Toledo.
CSP-Conlutas/Central Sindical e Popular.
Intersindical.