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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Entre "desfiles" e "casacos"...

Faltando ainda praticamente um ano para a eleição de 2012, nomes já começam a pipocar em nossa cidade, divulgando que serão, que cogitam, ou que pretendem ser candidatos a prefeito em Marechal Cândido Rondon. Toda véspera de eleição é a mesma coisa, surgem nomes de todos os lados, para todos os gostos. A fauna é variada! As trocas de partido são constantes! Mas quando chega o processo eleitoral, poucos mantém o afirmado anteriormente (afinal muitos afirmam apenas na intenção de valorizar seus nomes para futuras barganhas) e saem realmente candidatos. Valem mais os acordos firmados entre os grupos, do que a palavra veiculada e divulgada para o povo.
Fonte: http://curiofisica.com.br/direito/infidelidade-partidaria
Enfim, ao que parece temos em nossa cidade cinco nomes (se minha conta não estiver desatualizada) divulgados como prováveis candidatos a prefeito, cinco candidaturas que já desde o seu inicio se pautam no individuo e não no coletivo, e apenas uma candidatura partidária que praticamente não foi divulgada (esta seria a sexta candidatura se o atual quadro se mantiver), talvez pelo fato de a mesma não divulgar indivíduos, mas sim um projeto de cidade. É assim que funciona a política brasileira, e assim vai funcionar enquanto o povo não participar diretamente do processo, pautada no personalismo e jamais no coletivo.
Apresentam-se nomes de candidatos como se fossem nomes de redentores, de salvadores da comunidade, não se debatem projetos, mas sim pessoas, este é melhor por que tem cabelo curto, aquele é pior por que tem cabelo comprido, em sua maioria os argumentos utilizados no debate político estão neste nível. Não é a toa que a classe trabalhadora (que tem mais o que fazer do que cuidar do cabelo alheio) se distância cada vez mais do mundo político.
Fonte: http://ninhodavespa.blogspot.com/ (apesar de a charge nominar FHC ela serve para mais de 90% dos políticos)
O problema é que vácuo não existe, assim como a natureza pelas leis da física não suporta a existência de vácuo o mesmo ocorre no meio social, se aqueles que pretendem algo de bom para a classe trabalhadora se afastam, outros ocupam seu lugar, e muitas vezes estes outros são oportunistas que desfilam com o casaco da mudança, mas ao chegarem nos gabinetes e tirarem o casaco fica claro quem realmente são, e quem representam.
Fonte: http://curiofisica.com.br/direito/infidelidade-partidaria
Assim, venho observando um verdadeiro “desfile de moda”, onde a mudança é apresentada nos seus mais variados tons e cores, em diversos “casacos”. Resta à classe trabalhadora, perceber quem defende a mudança por também necessitar dela, por ter vivido, e estar vivenciando esta necessidade, como você caro trabalhador. E não aquele, ou aqueles, que apresentam a mudança, por que agora, no “desfile de moda” que começa um ano antes do processo eleitoral, se apresentam de roupagem nova. Pois, creio que todos conhecem aquela estória que diz que, muitas vezes nos guarda roupas se escondem monstros.
Desta forma caro cidadão, você que trabalha todos os dias, paga seus impostos em dia e a única coisa que quer em troca, é que este dinheiro reverta em benefícios para toda a comunidade, como saúde, educação, uma boa infra-estrutura na cidade, enfim: qualidade de vida! Pense muito bem! Analise e observe o “desfile”! Veja, quem desfila com a roupagem da mudança e aquele que não desfila com a roupagem da mudança, por que ele ou eles dizem que a mudança não parte de uma pessoa ou de um grupo, mas sim da participação ativa da comunidade na vida política e administrativa de seu município.
Ou seja! A mudança não é um casaco, uma roupagem! Mas é você mesmo caro trabalhador! A mudança esta em suas mãos, se você quer você pode fazer! Não deixe que outros digam que farão por você, por que como a experiência nos ensina, aqueles que isto alegam, sempre estarão apresentando mais do mesmo!
Não existe “casaco da mudança”! Ou seja, não adianta a quem já tem um histórico agora querer se apresentar com roupagens diferentes! O que existem são pessoas dispostas a mudar as coisas, e lutar para que elas mudem, e estas muitas vezes nem tem condições de comprar um casaco!
Estamos em outubro de 2011, por isso caro cidadão você tem pouco menos de um ano para analisar as coisas com relação ao processo eleitoral, mas para começar a atuar em prol de uma mudança talvez você já esteja atrasado! Que tal começar a atuar agora?
Abraços a todos, e sem casacos!

sábado, 27 de agosto de 2011

Em defesa da DEMOCRACIA e da QUALIDADE na representação


Um dos preceitos básicos da Democracia é a participação do povo nas decisões do Estado, Democracia implica em Direito à participação.   Infelizmente, vivemos em um modelo onde a participação direta não é estimulada, e é muitas vezes até mesmo atacada e impedida. Um modelo, que limita a palavra e o conceito de Democracia à representatividade, talvez sirva como descrição deste modelo o trocadilho: “representação de Democracia” em lugar de Democracia representativa.
Temos um processo eleitoral que serve única e exclusivamente para eleger representantes que se comportam muitas vezes, como se pertencessem a categoria dos deuses da antiguidade clássica: intocáveis, acima dos meros mortais (cidadãos), e decidindo o destino destes em suas confabulações e negociatas.
Desta forma é compreensível que o cidadão comum, pautado na emoção e não na reflexão crítica do processo, adira à movimentos como o que busca impedir o aumento do número de vereadores nas câmaras municipais dos diversos municípios do país. Mas, se fizermos uma análise mais profunda do tema, perceberemos que o movimento confundido pela fumaça das emoções segue por um caminho errado e até mesmo perigoso.
Pensemos bem: Ao possibilitarmos a não ampliação da representação estamos correndo esse risco.
O risco de um retrocesso!
Fonte: http://gaia.org.pt/node/15777
Se nossa defesa é a ampliação da Democracia, deve-se defender a ampliação da participação nesta mesma Democracia, de forma a podermos efetivá-la. Ampliação de participação esta, não só com o aumento do número de vereadores (pois desta maneira ficaríamos restritos a mera legalidade formal do Estado), devemos defender a criação de conselhos populares que tenham poderes deliberativos e não meramente consultivos. Que tais conselhos sejam independentes dos poderes políticos formais, e sejam eles os responsáveis por definirem questões como salários e privilégios dos vereadores, prefeito e secretários.
                                            Fonte:http://jussiercarneiro.blogspot.com/
Desta forma estaríamos à caminho da construção de uma Democracia verdadeira e participativa, não é questionando o aumento da representatividade que seguimos pelo caminho certo. Devemos aumentá-la ao máximo, de forma que a partir deste aumento, também se possibilite o aumento da participação popular no poder, efetivando assim uma verdadeira Democracia.
O que deve ser questionado são os privilégios destes “deuses”, devemos transformá-los em humanos, fazer com que percam seu status de divindade! E não é possibilitando a consolidação de uma casta de políticos, impedindo que outros setores da população participem do Estado que faremos isto.
O Leviatã (Estado) precisa ser controlado, mas o seu controle não deve vir de uma casta seleta ou estaríamos retrocedendo as Oligarquias ou até mesmo as Aristocracias, sob outra paginação, esse controle deve ter sua origem na participação real do povo, ampliando o processo de Democracia para além da representação.
Devemos questionar os gastos excessivos, diárias desnecessárias, e outros privilégios, é mais do que possível (com o controle popular) aumentar o número de vereadores e diminuir o orçamento das câmaras municipais. Mas, mais do que isso a criação de tais conselhos populares com sua efetivação concreta, serviria como ferramenta extremamente importante para a construção de uma real Democracia.
Para tanto, proponho ao movimento: questionemos os privilégios dos “deuses”, e a partir deste questionamento e da ampliação drástica da participação da população deste espaço, retiremos seu status de divindade. Comecemos um movimento por uma re-estruturação do Estado, de forma a possibilitar a criação de conselhos populares com poder deliberativo, independentes da máquina estatal e com a função de legislar sobre e fiscalizar os salários e os privilégios dos representantes eleitos. A partir disso, quem sabe, estaremos começando um processo que possibilite a consolidação de uma verdadeira Democracia Participativa em nosso país, e não mais apenas uma “Representação de Democracia!”
E então caro leitor? Vai aceitar o convite a uma análise mais profunda?
Ou vai fazer como o garoto da charge acima?
Fonte: http://www.fotolog.com.br/michelycoutinho/53638154
O texto acima, foi uma breve reflexão. Ainda será publicado um texto mais elaborado sobre o tema!