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segunda-feira, 13 de outubro de 2025

* O DIAMANTE DA VERGONHA

Em 2022, juntamente com o colega Professor Sebastião Donizete Santarosa, escrevi esse texto sobre a tal premiação "Professor Diamante" implementada pela Secretaria Estadual de Educação do Paraná, sob a gestão Feder. Tal premiação foi duramente criticada na época, em razão de sua hipocrisia e, por isso, acabou sendo abandonada. Mas agora, em 2025, sob a gestão Roni (filhote do Feder) voltou novamente. Em razão disso, resolvi republicar o texto, agora aqui no Blog:

 OS EDUCADORES DO PARANÁ ESTÃO SENDO DESTRUÍDOS PELA TIRANIA PROTO- FASCISTA DO GOVERNO RATINHO JÚNIOR. A LUTA ORGANIZADA É A ÚNICA ESPERANÇA!

Desde o início do ano de 2019, ao assumir o governo do Paraná, Ratinho Júnior vem implantando um projeto de política educacional completamente antagônico à concepção de uma escola pública, democrática e de qualidade, defendida como direito pela classe trabalhadora. A passos largos, aproveitando-se das dificuldades de organização dos trabalhadores durante o período pandêmico, o secretário de educação Renato Feder, de forma autoritária e abusiva, “fez passar a boiada”.

Contando, por um lado, com a cumplicidade irresponsável da bancada parlamentar que apoia o governo e, por outro, com a incapacidade da direção do sindicato dos trabalhadores da educação pública do Paraná de organizar a categoria na construção de estratégias de resistência, muitos direitos foram subtraídos, muitas escolas foram militarizadas, os cargos dos Agentes Educacionais foram extintos, abrindo as portas para terceirização, os salários foram defasados e achatados, as práticas de assédio e de violência simbólica se intensificaram. Estabelecendo sofisticados e perversos mecanismos de opressão didático-pedagógica, impondo um currículo homogeneizador, nivelado por baixo, abstraído das condições socioculturais constitutivas dos sujeitos concretos do processo pedagógico, exigindo o uso de parafernálias tecnológicas alheias às necessidades escolares de ensino-aprendizagem, negando, enfim, a autonomia pedagógica das unidades de ensino e dos profissionais da educação. De espaços de promoção e de emancipação do humano, as escolas do Paraná vêm se transformando, dia após dia, em espaços de controle e subjugação, de forte hierarquização e subordinação, de perseguição, de criminalização, de assédio e de descartabilidade dos profissionais que ousam se opor a este projeto de desmonte da Educação Pública Paranaense.

Nossas escolas, certamente, já apresentavam inúmeros problemas pedagógicos anteriores ao atual governo. Hoje, entretanto, os problemas não são apenas pedagógicos, mas sim de saúde e de segurança públicas. O que há nas escolas públicas do Paraná é um absurdo estado de adoecimento profissional, a Síndrome de Burnout tornou-se endêmicaentre os educadores, naturalizou-se entre eles o uso de medicamentos para poderem trabalhar. O mal-estar, físico e psicológico, vivido nas escolas vem provocando indisciplina e violência, o que deveria ser resolvido pedagogicamente vem se transformando em caso de polícia.

Não satisfeito com todo esse quadro de terrorismo pedagógico, o secretário Renato Feder resolveu implantar novas estratégias de assédio moral contra os educadores, utilizando a falácia de que este assédio institucional seria uma forma de avaliação individual do trabalho docente. De novas, na verdade, essas estratégias não têm absolutamente nada! São estratégias vis e violentas, de desrespeito, de desqualificação e de perseguição profissional.

Além da Prova Paraná, uma avaliação em alta escala aplicada durante o ano letivo para verificar se os professores estão ensinando o que é imposto pelo governo através do currículo único rebaixado, está sendo exigido dos diretores escolares que entrem nas salas dos professores para observar como estes estão encaminhando suas aulas, se eles têm controle de turma, se têm domínio de conteúdo, se administram bem o tempo, se usam metodologias ativas etc. Não é preciso dizer, neste momento, como essa observação é arbitrária e constrangedora para profissionais diplomados, aprovados em concurso, pós-graduados, com anos de prática docente.

Mas isso não é tudo! Agora, de forma obtusa e estúpida, Renato Feder resolveu criar mais uma forma de “avaliação” esdrúxula: o “Professor Diamante”.

O chamado “Professor Diamante” é mais uma das estratégias do governo Ratinho Júnior para desqualificar, profissional e moralmente, os educadores do Estado. Este projeto apresenta, em planilha eletrônica, um questionário a ser respondido pelos estudantes com perguntas sobre o trabalho do professor e da professora. O objetivo claro das perguntas é saber se os professores estão trabalhando de acordo com o modelo imposto pela Secretaria de Educação, ou seja, se eles atendem ao modelo idealizado pelo governo, responsabilizando-os, individualmente, pelo visível fracasso desse modelo.

Entre as perguntas apresentadas no questionário, os alunos devem responder se o professor se atém ao conteúdo ou se divaga em outros assuntos, se o professor aproveita bem o tempo das aulas, se elas são dinâmicas e divertidas, se as metodologias são criativas, se os conteúdos são aprendidos, etc. Oras, qualquer néscio sabe que a grande maioria das aulas não atendem a esses critérios. Não atendem, obviamente, não por uma questão relacionada à qualidade dos educadores, mas sim pela ausência de condições estruturais concretas, imposta pela própria Secretaria de Educação. Como exemplos disso, podemos citar o excesso de tarefas impostas, o excesso de carga horária exigida e a falta de tempo hábil para os profissionais prepararem suas aulas. Tendo isso em vista, somado ao fato de que os estudantes da educação básica não têm formação pedagógica adequada para avaliarem o trabalho docente, fica explícito que as respostas obtidas serão baseadas em fatores puramente subjetivos, tais como “gosto ou não gosto de tal professor”, “o professor é chato ou é legal”, “o professor ouve ou não ouve a gente”, dependendo sempre das relações interpessoais construídas nas salas de aula.


O Diamante da Vergonha”, por Cyrillo Oliveira Junior (Peco) – Professor de Arte na Rede Estadual de Ensino do Paraná.

É claro que a construção de relações interpessoais favoráveis às práticas de ensino também são responsabilidade do professor e da professora. Entretanto, em um modelo de ensino fortemente verticalizado, em condições estruturais precárias, em um modelo em que a Secretaria de Educação manda fazer e o professor tem a obrigação de cumprir, como tarefeiro destituído de qualquer possibilidade de autonomia, não se pode, de forma alguma, avaliar individualmente o trabalho docente, ainda mais por critérios altamente subjetivos, guiados apenas pela emotividade.

Além de todos os problemas vividos pelos nossos educadores, em que essa avaliação poderá ajudar? Se o professor é avaliado negativamente, quais serão as ações do governo para contribuir com a melhoria de sua prática? Em nenhum momento as respostas a estas perguntas aparecem no projeto do governo. É óbvio que se trata de uma avaliação de caráter punitivo, de exclusão e descartabilidade profissional. O que o governo quer são professores feitos de “diamante”. Educadores que possam se submeter às condições degradantes de trabalho, impostas pela SEED, com um sorriso no rosto. Mesmo que este sorriso seja uma máscara fria, que esconde uma alma atormentada! Professores de carne e sangue, gente de tanta dor e sofrimento, gente que faz a terra girar, essa gente não interessa para o modelo pedagógico terraplanista do governo Ratinho Júnior.

Por princípio, não somos contra uma avaliação profissional. Ela é desejada e é justo que aconteça. Entretanto, em um sistema escolar que busque qualidade, ela precisa, inexoravelmente, ter como objetivo a valorização e a emancipação docente, diferentemente desta, e de outras formas de “avaliação” impostas pela Secretaria de Educação sob a gestão Ratinho Júnior/Renato Feder nos últimos anos, as quais buscam, apenas, avaliar para rotular e culpabilizar, em uma estratégia que beira o fascismo, estabelecendo a imposição de um pensamento único e de descartabilidade dos que não se adaptam, ou que ousam resistir. Sejam eles educadores ou estudantes!

A escola, certamente, não é uma empresa. O objetivo da escola não é o lucro, portanto, o conceito de qualidade escolar não tem o mesmo escopo de qualidade empresarial. A escola trabalha com o desenvolvimento de seres humanos, considerados em toda sua riqueza e complexidade. No cerne da formação docente, muitas vezes de forma idealista e salvacionista, está a firme convicção de que é possível tornar o mundo melhor, mais bonito e mais justo, através do ensino das ciências, das artes e da filosofia. Existe, no magistério, talvez como em nenhum outro exercício profissional, um forte compromisso ético com a vida. Não é por falta de vontade dos educadores que as escolas públicas estão longe de ter a qualidade que precisam ter. Não é porque os professores são vagabundos e descompromissados que o ensino público é deficitário. São as condições concretas de trabalho, impostas aos educadores, que inviabilizam o desenvolvimento de práticas necessárias ao processo de aprendizagem dos estudantes. Não raras vezes, inclusive, se as escolas têm alguma condição mínima de ensino é, também, por causa do compromisso destes mesmos educadores, os quais, junto com a comunidade escolar, sustentam – até mesmo financeiramente – as escolas, em detrimento do descaso do governo estadual.

Renato Feder, no livro “Carregando o Elefante”, diz, textualmente, que os professores são profissionais quase analfabetos. É a partir dessa compreensão, limitada e estúpida, que ele pensa a gestão da Secretaria de Educação do Estado do Paraná. De acordo com sua incapacidade de compreensão, os professores não sabem o que fazer, é preciso que ele, como um “reizinho mandão”, através de uma parafernália tecnológica alheia ao ambiente escolar, discipline o que e como os professores devem ensinar.

Sabemos muito bem que os objetivos de Ratinho Júnior são mercadológicos. A educação, para este governo, é um balcão de negócios ao qual as pessoas devem se sujeitar. É a lógica da imposição do lucro de poucos, sobre a vida e o futuro da nossa juventude. Entretanto, mesmo para uma perspectiva empresarial, a gestão de Renato Feder é burra e ineficiente. O bom empresário explora de seus trabalhadores o que eles têm de melhor, Renato Feder destrói o que os educadores são, tenta, através de pirotecnias de gestão, transformar gente de carne e sangue em algo frio e seco, como um diamante…

Sabemos bem quais são os princípios da lógica neoliberal e, infelizmente, ainda não atingimos o fundo do poço. Prevalecendo essa política educacional, em breve todos os educadores serão uberizados, irão receber por hora trabalhada e por meta atingida. Sabemos também que essa rota não será desviada se não houver enfrentamento político efetivo. A direção da APP-Sindicato – entidade que representa os trabalhadores da educação do Paraná – tem muita responsabilidade nesse processo. Desde o início do mandato de Ratinho Júnior, conhecendo o DNA desse governo, antes de organizar a categoria e fortalecer estratégias de resistência, a direção da APP optou pela tentativa de negociação. O que conseguiu, até agora, foi apenas negociar perdas, negociar a alma dos educadores e da escola pública.

Está na hora da direção da APP-Sindicato acordar e tirar o pijama, sair de trás da escrivaninha, abandonar o caráter de gestora de derrotas, parar de acreditar em um salvador da pátria ou de achar que tudo um dia vai se resolver de forma mágica. Passou da hora da direção sindical ir para as escolas, estabelecer relações efetivas com a base e construir uma greve geral por tempo indeterminado na educação do Paraná. Precisamos dizer um não definitivo, um não coletivo. Precisamos transformar toda a nossa angústia, a angústia de nossos educadores e de nossos estudantes, em luta efetiva.

Para finalizar, é preciso dizer que a gestão educacional de Ratinho Júnior e de Renato Feder merece um diamante. Merece um diamante manchado com o sangue de nossos colegas que, pautados no desespero devido às abusivas condições de trabalho que lhe foram impostas, adoeceram ou, até mesmo, tiraram a própria vida! Um diamante manchado de sangue, um Diamante da Vergonha! É isso que Ratinho Júnior e Renato Feder merecem! Em outros tempos, Geraldo Vandré nos ensinou que “quem sabe faz a hora e não espera acontecer”. Vivemos, mais uma vez, um tempo em que é preciso fazer a hora, fazer acontecer, nas ruas, nas escolas, nas praças… e não apenas nas urnas!

Autores:

Sebastião Donizete Santarosa – professor de Língua Portuguesa na Rede Estadual de Ensino do Paraná e militante na TLS Sindical.

Luciano Egidio Palagano – Funcionário de Escola na Rede Estadual de Ensino do Paraná, Conselheiro Nacional da CNTE e militante na TLS Sindical.

Paraná, Brasil

Outono de 2022

*Texto publicado originalmente em: https://tlssindical.com.br/o-diamante-da-vergonha/

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

O QUE SEU VOTO PODE TRAZER À CIDADE DE TOLEDO?

 Olá! Essa publicação tem como objetivo detalhar melhor as principais propostas que estou defendendo em minha campanha para vereador no município de Toledo. Assim, sem mais demora, vamos direto para elas:

Tema: Agricultura e Sustentabilidade Ambiental!

Proposta: PLANO MUNICIPAL DE COMPOSTAGEM DE RESÍDUOS ORGÂNICOS COM DISTRIBUIÇÃO DO ADUBO GERADO PARA A AGRICULTURA FAMILIAR: 
A política de compostagem municipal já está aprovada, só não foi concretizada. Talvez por preguiça, talvez por incompetência!
Tabela 126 -
Programa de Coleta e Tratamento de resíduos verdes do município de Toledo.
A política de compostagem municipal já está aprovada, só não foi concretizada.
Talvez por preguiça, talvez por incompetência!
Toledo produz, atualmente, em média 1.374 toneladas de resíduos orgânicos por mês. Se a política municipal de compostagem, aprovada em 2016, tivesse sido implementada, estaríamos gerando, aproximadamente, 680 toneladas de adubo orgânico que poderiam ser distribuídos de forma gratuita ou a preço de custo para nossos agricultores familiares. Algo que aumentaria a renda dessas famílias e melhoraria a qualidade da produção, reduzindo o uso de fertilizantes químicos e transformando o tratamento do lixo orgânico em uma solução sustentável e voltada ao desenvolvimento social e econômico. No entanto, há oito anos que vemos falta de interesse e excesso de preguiça, que impediram que essa política fosse implementada. Mas, é possível mudar isso, e pretendo fazer isso. É possível unir sustentabilidade e desenvolvimento. Juntos nós vamos fazer isso acontecer!

Tema: Combate à violência contra a mulher!

Proposta: São registrados, em média, 600 casos de violência doméstica por mês em Toledo! Em março deste ano, havia 1.028 medidas protetivas em vigor! Esses dados são alarmantes! 

Reportagem publicada pela CATVE em 27/03/2024
Acesso:19/09/2024 - 15h25min

Precisamos combater este problema com medidas efetivas de repressão, formação e prevenção. Neste sentido, estou propondo dois projetos de lei, que serão os primeiros que irei apresentar, se eleito, com o objetivo colaborar na repressão à violência e, também, no auxílio às vítimas:

1º Projeto: obrigatoriedade da reserva de 5% das vagas de emprego em empresas terceirizadas ou que mantenham contrato de prestação de serviço com o município, para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.

2º Projeto: proibição da nomeação, na administração pública direta ou indireta em âmbito municipal, de pessoas condenadas pela Lei Maria da Penha e/ou que sejam devedoras de pensão alimentícia.

Para que isso seja possível e esses projetos sejam apresentados, conto com o seu voto!

Tema: Direito à Educação e uma Formação de Qualidade:

Conto com o seu apoio, para poder apresentar
 essas propostas na Câmara de Vereadores!
Proposta: CRIAÇÃO DO CMEI NOTURNO! 

Com quem você deixa seu filho para poder estudar à noite? A Educação é um direito de todos e uma responsabilidade do governo. É fundamental que as autoridades criem condições para que todos tenham acesso ao estudo. Isso inclui oferecer transporte escolar seguro, uma boa infraestrutura nas escolas e universidades, professores e funcionários preparados e valorizados com condições adequadas de trabalho, além de garantir políticas que ajudem os alunos a entrar e permanecer na escola e na faculdade. Como profissional da educação, entendo que a educação não muda o mundo, mas transforma pessoas que podem fazer essa mudança.
Por isso, proponho a criação de um CMEI noturno, para ajudar pais e mães solos que precisam trabalhar durante o dia e desejam continuar seus estudos à noite, com a segurança de que seus filhos estejam bem cuidados. O que você acha dessa proposta? Se você concorda, conto com o seu apoio, e voto, para tornar isso possível!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

UM POUCO DE BOM SENSO, NÃO FAZ MAL A NINGUÉM...


"O bom senso é a coisa do mundo mais bem distribuída: todos pensamos tê-lo em tal medida que até os mais difíceis de contentar nas outras coisas não costumam desejar mais bom senso do que aquele que têm." (René Descartes)

"Não basta termos um bom espírito, o mais importante é aplicá-lo bem." (René Descartes)

Olá pessoal! Faz tempo que não escrevo, não é mesmo? Já estava com saudades de vocês, mesmo dos que leem o blog só para fazer a critica depois (hehehehe) afinal, aqui não temos medo de criticas, temos medo é da ausência de capacidade de uma critica consistente!
Quero começar este texto invocando as duas reflexões acima de autoria de René Descartes. A primeira (que fala diretamente sobre BOM SENSO), faz menção a quantidade de bom senso que cada um tem, e ao mesmo tempo o quanto cada um acredita ter. A frase levanta o fato, de que muitas vezes nos achamos portadores da verdade e do chamado bom senso, e nem sempre (justamente por nos visualizarmos desta forma) agimos como se realmente o tivéssemos  pois ao acharmos que estamos sempre certos, de que nossas ideias são as corretas e não aceitarmos coloca-las a prova, fugimos exatamente daquilo que dizemos ter: BOM SENSO.
A segunda frase nos alerta que não basta termos “bom espirito”, ou seja, termos capacidade de análise critica dos fatos, para separarmos a mentira e a enganação da verdade. É necessário usar esta capacidade, pois uma capacidade que existe mas não é usada, tem resultado nulo, a consequência do não uso é a mesma de sua não existência.
Por que estas duas frases? Por que invocar a capacidade de discernimento e o bom senso (além do fato de ser “Chiquê” começar um texto citando Descartes (risos))? Porque o que estamos vendo ocorrer na Região Oeste do Paraná ultimamente, é exatamente o contrário disso: DISCERNIMENTO e BOM SENSO. E infelizmente, mesmo pessoas com senso critico, estão caindo em um discurso falacioso e disseminador do ódio. É incrível, mas isso mostra que precisamos sempre estar alertas para nos atermos ao Bom Senso, e utilizarmos o nosso Senso Critico (que é nato ao ser humano, pois se não o fosse não haveria ciência  esta que é uma produção humana entre todas as especies da Terra, e tem como base o senso critico, que tem como base a razão, e que leva ao discernimento da verdade) antes de acreditarmos nas informações que nos são apresentadas, sejam por autoridades, sejam pela mídia  seja inclusive por este blog. Por este Blog??? Sim! Por que não? Afinal, o próprio nome do Blog apela a Razão, logo não quero que o leitor seja um crédulo, nem mesmo em mim. Pois a fé pertence à esfera da religião, e aqui não fazemos religião, apesar de, de vez em quando, falarmos sobre! Ou seja, devemos apelar sempre ao Bom Senso, mas para conseguirmos isso precisamos usar de nosso Senso Critico! E é justamente o caminho contrário a este, que vem sendo apontado a população da Região Oeste nos últimos tempos, inclusive por diversas de suas lideranças politicas.
A Universidade, como um espaço de desenvolvimento do pensamento científico  do discernimento, do senso critico, do conhecimento, do BOM SENSO baseado no método científico cartesiano, tem papel fundamental em tentar apontar outro caminho a população oestina.
E foi (e esta sendo) com esta intenção, que diversas entidades ligadas a UNIOESTE (juntamente com outras entidades externas) estão se organizando para trazer um pouco de BOM SENSO ao debate sobre a Questão Indígena no Oeste do Paraná. O primeiro ato destas entidades foi (após uma visita ao Município de Guaíra), construir um documento intitulado MANIFESTO DE APOIO AOS INDÍGENAS DE GUAÍRA E TERRA ROXA NO PARANÁ/BRASIL que buscou iniciar um contraponto no debate exposto, buscando apresentar os argumentos do Movimento Indígena colocados por eles mesmos. Pois vem se percebendo que existe uma desigualdade (que esta vinculada ao peso do poder econômico e politico na balança social), com relação a possibilidade de exposição dos argumentos e pautas de cada lado. Outra coisa que se percebeu, é que existe uma certa confusão que é explorada por algumas pessoas (que mantém interesse econômico e politico na região) com relação a questão da demarcação de uma ou algumas possível/possíveis reserva(s) indígena(s) no Oeste do PR. E esta confusão (que esta sendo muito bem explorada por alguns, no lugar de ser desfeita) é solo fértil para um discurso de ódio que traz à região um clima de tensão e medo, o que possibilita o uso da população (principalmente dos pequenos produtores) no apoio de pautas que são de interesses, principalmente, do grande latifúndio e não destes mesmos pequenos produtores.
Como foi colocado acima, diversas entidades da UNIOESTE estão se mobilizando na tentativa de trazer um pouco de BOM SENSO a este debate, e desmistificar muitas das mentiras e meias verdades que estão sendo divulgadas, o primeiro ato foi o lançamento da nota mencionada, o segundo ato foi uma entrevista em uma radio regional com uma liderança indígena, com o indigenista da FUNAI e um representante do Centro Acadêmico de Direito XVIII de Novembro.
O terceiro ato ocorreu ontem, com um evento na UNIOESTE Campus de Toledo que reuniu diversos acadêmicos de diversos cursos, e tinha na composição da mesa a Prof. Dra. Marise Rauber Engelbrecht do curso de Serviço Social, o Indigenista da FUNAI Diogo de Oliveira, e duas lideranças indígenas: Cacique Ilson Soares Karai Okasu e a Vice-líder Paulina Martins Kunha Takua, ambos da aldeia Tekoha y Hovy. O encontro serviu como um momento de apresentação dos anseios da população indígena do Oeste, e desmistificou para os acadêmicos muitas das mentiras que estão sendo propaladas na região. Inclusive por diversas lideranças politicas e alguns órgãos de imprensa que caem no (e reproduzem o) discurso, talvez sem verificarem a veracidade das informações.
Não vou aqui fazer uma descrição do debate, pois você, caro leitor, pode assistir  vídeo abaixo e ver pessoalmente (em vídeo, é claro) o que foi apresentado. Afinal, é sempre bom ter a informação direto da fonte, não é mesmo?
Clique aqui e veja o depoimento das duas lideranças indígenas presentes no evento, e entenda o que eles realmente querem
No dia 14/05/13 ocorrerá encontro com proposta semelhante, desta vez no Campus de Marechal Cândido Rondon com a presença do Indigenista Diogo de Oliveira. É a UNIOESTE, cumprindo com seu papel de UNIVERSIDADE, que esta muito além de ser apenas um local de Ensino, a UNIVERSIDADE deve ser um local de difusão da Razão, do Bom Senso, do Senso Critico, todos critérios fundamentais para o pensamento cientifico e que deveriam estar na base do pensamento da população em geral. Mas não estão, e não por culpa desta mesma população, e sim muitas vezes por culpa daqueles que são beneficiados politica e economicamente pela sua ausência. Desta forma, as entidades, e através das entidades a UNIOESTE, contribuem para a construção de uma solução razoável para a situação posta.
E a luta continua... sempre por um mundo melhor, onde não haja mais desigualdade de classe, ou seja, onde não haja mais classes sociais!
Vejam abaixo algumas fotografias do evento do dia 08/05:
Apresentação Cultural
Apresentação Cultural


Apresentação Cultural
Apresentação Cultural
Apresentação Cultural. Integração! ;)



Apresentação Cultural: Integração II ;)

Na mesa: Diogo de Oliveira, Ilson Soares Karai Okasu e Paulina  Martins  Kunha Takua

Na mesa: Prof. Dra. Marise Rauber Engelbrecht, Diogo de Oliveira, Ilson Soares Karai Okasu e Paulina  Martins  Kunha Takua

Paulina Martins Kunha Takua

Alguns integrantes da Organização do evento, juntamente com  Diogo de Oliveira e as lideranças indígenas.