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sábado, 15 de junho de 2013

Conferencia Municipal da Educação Aprova Moções de Apoio a Causa Indígena e LGBTS

Ocorreu ontem, dia 14/06/2013, a Conferência Municipal de Educação - Etapa preparatória para a CONAE 2014.
A Conferencia debateu diversos temas relacionados a Educação de Nível Fundamental, Médio e Superior, tanto do Município como do Estado, e a nível a federal.
Diversas alterações foram proposta no documento base, nos sete eixos da Conferência, alterações estas que  assim que este que os escreve receber da Secretaria Municipal de Educação serão publicadas neste blog.
Também foram eleitos os pré-delegados para a Conferencia Estadual da Educação, onde segundo os cálculos feitos Marechal Cândido Rondon (talvez) ficará com 8 delegados, e um destes serei eu mesmo.
O espaço da Conferência também foi um espaço de debate político, e desta forma foram aprovadas duas Moções no final da Conferência, sendo uma de apoio a causa indígena e repúdio a maneira como ela vem sendo tratada, e a outra de apoio a causa LGBTS.
Para conhecimento dos leitores seguem as duas Moções:
(para melhor visualização é só clicar na imagem)
As Moções acima expressam a opinião da maioria dos delegados presentes na Conferência, e serão apresentadas na Conferência Estadual, mas já são oficiais, e devem ser levadas em conta ao se falar sobre como (Majoritariamente) o setor da Educação de Marechal Cândido Rondon entende estas duas questões. A educação deve ter caráter libertário e preparar o ser humano enquanto pessoa, e não meramente enquanto ferramenta programada do sistema e disposta a obedecer os desmandos dos poderosos!


terça-feira, 14 de maio de 2013

NOTA PÚBLICA DA CPT: Ministra afronta a Constituição Brasileira



Comissão Pastoral da Terra – Secretaria Nacional
Assessoria de Comunicação

NOTA PÚBLICA
 
Ministra afronta a Constituição Brasileira
A Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra vem a público para manifestar sua indignação e repúdio ao que faz o atual governo federal, em defesa da sua visão monocrática de desenvolvimento e de submissão aos interesses do agronegócio.
A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffman, no dia 8 de maio, em reunião da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, deixou claro qual é a verdadeira e única visão do atual governo em relação aos sérios e graves conflitos que envolvem os povos indígenas.
As diversas manifestações indígenas que vêm ocorrendo nos últimos anos, que mostram sua total discordância com projetos que afetam sua vida e seus territórios, são atribuídos pela ministra a grupos que usam o nome dos índios, tentando, com isso, desqualificar suas ações como se eles apenas  fossem massa de manobra nas mãos de outros interesses. “Não podemos negar que há grupos que usam os nomes dos índios e são apegados a crenças irrealistas, que levam a contestar e tentar impedir obras essenciais ao desenvolvimento do país, como é o caso da hidrelétrica de Belo Monte”, disse ela textualmente. E acrescentou: “O governo não pode concordar com propostas irrealistas que ameaçam ferir a nossa soberania e comprometer o nosso desenvolvimento”.  A ministra deixa patente que o econômico é o único compromisso do atual governo. Nada pode impedir que os propalados “progresso e desenvolvimento” avancem sobre novas áreas, desconhecendo totalmente os direitos dos povos que há séculos ali vivem e convivem, se assim o governo definir como essenciais ao desenvolvimento.
Com essa fala, ela acaba por legitimar toda a violência empreendida contra os povos originários no país. E confirma que o atual modelo de “desenvolvimento” é o mesmo que se implantou no Brasil, desde a época do Brasil Colônia, e se repetiu nos diversos períodos de nossa história. Esquece-se ela, porém, que a Constituição, em seu artigo 231 garantiu: “São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens” e que o Brasil é signatário de acordos internacionais que corroboram estes direitos. As declarações da ministra soam como uma afronta à Constituição brasileira. 
E não são só palavras. Para garantir que as obras que o governo se propõe realizar não sejam interrompidas, como nos tempos da ditadura militar, militariza-se a questão. Em 12 de março, a Presidente Dilma assinou o Decreto nº 7957/2013, que dá poderes ao próprio governo federal, através de seus ministros de Estado, para convocar a Força Nacional em qualquer situação que avaliarem necessário. E lá está a Força Nacional na região onde se pretende construir o complexo Hidrelétrico do Tapajós. E estava em Belo Monte para retirar os cerca de 200 indígenas de 8 etnias diferentes, que ocupavam o canteiro de obras da usina, depois que o governo conseguiu liminar da justiça para que os mesmos fossem retirados, até mesmo com o uso da força. Pacificamente como entraram, os indígenas deixaram o local.
E não fica só nisso. Nas regiões, onde os índios depois de decênios de espoliação, tentam reaver pequena parte do território que lhes pertencia, o Palácio do Planalto desqualifica os trabalhos da Funai propondo submeter os estudos de identificação e delimitação de terras indígenas à análise da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), contrariando, mais uma vez a legislação brasileira.
Aliado a isso tudo, a campanha anti-indígena que se desenvolve no Congresso Nacional com a PEC 215, que quer transferir as atribuições constitucionais da Presidência da República em reconhecer territórios indígenas e de outras comunidades tradicionais para o Senado, e a portaria 303 da Advocacia Geral da União que pretendia estender a todo o Brasil, as condicionantes definidas para a TI Raposa Serra do Sol, nos dão um quadro de como, depois de cinco séculos, os indígenas são vistos e tratados neste país.
A Coordenação da CPT espera que nossa Constituição seja respeitada em primeiro lugar pelo próprio governo, garantindo “aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam”, e também sobre os territórios dos quais foram espoliados. A preocupação da CPT se dá, também, com relação aos quilombolas e outras comunidades tradicionais sobre as quais cresce a pressão do capital, apoiado pelos poderes públicos.  É hora de respeitar e de garantir a diversidade presente em nosso país, e o espaço físico para reprodução física e cultural dos povos e comunidades existentes. 
Goiânia, 13 de maio de 2013.
Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT)

segunda-feira, 13 de maio de 2013

CONCURSO FOTOGRAFE O BRASIL

Pessoal, hoje estou escrevendo para pedir apoio!Não! Não é apoio financeiro, por mais que eu iria agradecer se aparecesse dinheiro depositado na minha conta corrente, hehehehehe.
O apoio é simples: apenas clicar em um botão de curtir!
Eu estou participando de um concurso de Fotografia que tem como tema o Brasil. O nome do concurso é: FOTOGRAFE O BRASIL!
São 15 imagens minhas que estão concorrendo. Quinze fotos que selecionei de uma gama de mais de mil imagens.
E peço a ajuda de vocês nesta empreitada!
Um dos medidores de classificação das imagens será a quantidade de CURTIDAS que a imagem receber no Facebook. Por isso peço, se possível, entrem no link abaixo e curtam as fotos, compartilhem com seus amigos e listas, tanto no e-mail como facebook, pedindo que os mesmos curtam e divulguem as imagens. São vária fotos que fiz, algumas de viagens pelo PR, outras de momentos capturados da Natureza e outras são fotos dos momentos de luta social!
Peço aos colegas que me ajudem! Abraços a todos e desde já agradeço! Conto com vocês!!!!
Para curtir funciona assim:
O link abaixo leva a uma das fotos (como já disse, tenho 15 fotos concorrendo), na parte inferior esquerda da imagem vocês verão um quadro escrito "curtir imagem", caso queiram curtir a imagem devem clicar naquele quadro.
Para verem as outras fotografias minhas que estão concorrendo, vocês deverão clicar nas miniaturas que se encontram no lado inferior direito da tela, onde esta escrito "Outros Trabalhos de Luciano Egidio Neste Concurso". Clicando ali os vocês irão ao meu perfil do concurso onde poderão visualisar (bem ao estilo de um album de facebook ou orkut aberto) todos os trabalhos que inscrevi no concurso, para continuar visualizando outras imagens deverão clicar novamente nas miniaturas. Peço que visualizem as fotos, compartilhem e curtam, e ajudem a divulgar.
Abraços a todos!
Luciano E. Palagano
Clique aqui para ir a pagina onde esta uma das fotos do concurso, através desta vocês podem ter acesso as outras
Desde já agradeço ao apoio dos leitores!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

UM POUCO DE BOM SENSO, NÃO FAZ MAL A NINGUÉM...


"O bom senso é a coisa do mundo mais bem distribuída: todos pensamos tê-lo em tal medida que até os mais difíceis de contentar nas outras coisas não costumam desejar mais bom senso do que aquele que têm." (René Descartes)

"Não basta termos um bom espírito, o mais importante é aplicá-lo bem." (René Descartes)

Olá pessoal! Faz tempo que não escrevo, não é mesmo? Já estava com saudades de vocês, mesmo dos que leem o blog só para fazer a critica depois (hehehehe) afinal, aqui não temos medo de criticas, temos medo é da ausência de capacidade de uma critica consistente!
Quero começar este texto invocando as duas reflexões acima de autoria de René Descartes. A primeira (que fala diretamente sobre BOM SENSO), faz menção a quantidade de bom senso que cada um tem, e ao mesmo tempo o quanto cada um acredita ter. A frase levanta o fato, de que muitas vezes nos achamos portadores da verdade e do chamado bom senso, e nem sempre (justamente por nos visualizarmos desta forma) agimos como se realmente o tivéssemos  pois ao acharmos que estamos sempre certos, de que nossas ideias são as corretas e não aceitarmos coloca-las a prova, fugimos exatamente daquilo que dizemos ter: BOM SENSO.
A segunda frase nos alerta que não basta termos “bom espirito”, ou seja, termos capacidade de análise critica dos fatos, para separarmos a mentira e a enganação da verdade. É necessário usar esta capacidade, pois uma capacidade que existe mas não é usada, tem resultado nulo, a consequência do não uso é a mesma de sua não existência.
Por que estas duas frases? Por que invocar a capacidade de discernimento e o bom senso (além do fato de ser “Chiquê” começar um texto citando Descartes (risos))? Porque o que estamos vendo ocorrer na Região Oeste do Paraná ultimamente, é exatamente o contrário disso: DISCERNIMENTO e BOM SENSO. E infelizmente, mesmo pessoas com senso critico, estão caindo em um discurso falacioso e disseminador do ódio. É incrível, mas isso mostra que precisamos sempre estar alertas para nos atermos ao Bom Senso, e utilizarmos o nosso Senso Critico (que é nato ao ser humano, pois se não o fosse não haveria ciência  esta que é uma produção humana entre todas as especies da Terra, e tem como base o senso critico, que tem como base a razão, e que leva ao discernimento da verdade) antes de acreditarmos nas informações que nos são apresentadas, sejam por autoridades, sejam pela mídia  seja inclusive por este blog. Por este Blog??? Sim! Por que não? Afinal, o próprio nome do Blog apela a Razão, logo não quero que o leitor seja um crédulo, nem mesmo em mim. Pois a fé pertence à esfera da religião, e aqui não fazemos religião, apesar de, de vez em quando, falarmos sobre! Ou seja, devemos apelar sempre ao Bom Senso, mas para conseguirmos isso precisamos usar de nosso Senso Critico! E é justamente o caminho contrário a este, que vem sendo apontado a população da Região Oeste nos últimos tempos, inclusive por diversas de suas lideranças politicas.
A Universidade, como um espaço de desenvolvimento do pensamento científico  do discernimento, do senso critico, do conhecimento, do BOM SENSO baseado no método científico cartesiano, tem papel fundamental em tentar apontar outro caminho a população oestina.
E foi (e esta sendo) com esta intenção, que diversas entidades ligadas a UNIOESTE (juntamente com outras entidades externas) estão se organizando para trazer um pouco de BOM SENSO ao debate sobre a Questão Indígena no Oeste do Paraná. O primeiro ato destas entidades foi (após uma visita ao Município de Guaíra), construir um documento intitulado MANIFESTO DE APOIO AOS INDÍGENAS DE GUAÍRA E TERRA ROXA NO PARANÁ/BRASIL que buscou iniciar um contraponto no debate exposto, buscando apresentar os argumentos do Movimento Indígena colocados por eles mesmos. Pois vem se percebendo que existe uma desigualdade (que esta vinculada ao peso do poder econômico e politico na balança social), com relação a possibilidade de exposição dos argumentos e pautas de cada lado. Outra coisa que se percebeu, é que existe uma certa confusão que é explorada por algumas pessoas (que mantém interesse econômico e politico na região) com relação a questão da demarcação de uma ou algumas possível/possíveis reserva(s) indígena(s) no Oeste do PR. E esta confusão (que esta sendo muito bem explorada por alguns, no lugar de ser desfeita) é solo fértil para um discurso de ódio que traz à região um clima de tensão e medo, o que possibilita o uso da população (principalmente dos pequenos produtores) no apoio de pautas que são de interesses, principalmente, do grande latifúndio e não destes mesmos pequenos produtores.
Como foi colocado acima, diversas entidades da UNIOESTE estão se mobilizando na tentativa de trazer um pouco de BOM SENSO a este debate, e desmistificar muitas das mentiras e meias verdades que estão sendo divulgadas, o primeiro ato foi o lançamento da nota mencionada, o segundo ato foi uma entrevista em uma radio regional com uma liderança indígena, com o indigenista da FUNAI e um representante do Centro Acadêmico de Direito XVIII de Novembro.
O terceiro ato ocorreu ontem, com um evento na UNIOESTE Campus de Toledo que reuniu diversos acadêmicos de diversos cursos, e tinha na composição da mesa a Prof. Dra. Marise Rauber Engelbrecht do curso de Serviço Social, o Indigenista da FUNAI Diogo de Oliveira, e duas lideranças indígenas: Cacique Ilson Soares Karai Okasu e a Vice-líder Paulina Martins Kunha Takua, ambos da aldeia Tekoha y Hovy. O encontro serviu como um momento de apresentação dos anseios da população indígena do Oeste, e desmistificou para os acadêmicos muitas das mentiras que estão sendo propaladas na região. Inclusive por diversas lideranças politicas e alguns órgãos de imprensa que caem no (e reproduzem o) discurso, talvez sem verificarem a veracidade das informações.
Não vou aqui fazer uma descrição do debate, pois você, caro leitor, pode assistir  vídeo abaixo e ver pessoalmente (em vídeo, é claro) o que foi apresentado. Afinal, é sempre bom ter a informação direto da fonte, não é mesmo?
Clique aqui e veja o depoimento das duas lideranças indígenas presentes no evento, e entenda o que eles realmente querem
No dia 14/05/13 ocorrerá encontro com proposta semelhante, desta vez no Campus de Marechal Cândido Rondon com a presença do Indigenista Diogo de Oliveira. É a UNIOESTE, cumprindo com seu papel de UNIVERSIDADE, que esta muito além de ser apenas um local de Ensino, a UNIVERSIDADE deve ser um local de difusão da Razão, do Bom Senso, do Senso Critico, todos critérios fundamentais para o pensamento cientifico e que deveriam estar na base do pensamento da população em geral. Mas não estão, e não por culpa desta mesma população, e sim muitas vezes por culpa daqueles que são beneficiados politica e economicamente pela sua ausência. Desta forma, as entidades, e através das entidades a UNIOESTE, contribuem para a construção de uma solução razoável para a situação posta.
E a luta continua... sempre por um mundo melhor, onde não haja mais desigualdade de classe, ou seja, onde não haja mais classes sociais!
Vejam abaixo algumas fotografias do evento do dia 08/05:
Apresentação Cultural
Apresentação Cultural


Apresentação Cultural
Apresentação Cultural
Apresentação Cultural. Integração! ;)



Apresentação Cultural: Integração II ;)

Na mesa: Diogo de Oliveira, Ilson Soares Karai Okasu e Paulina  Martins  Kunha Takua

Na mesa: Prof. Dra. Marise Rauber Engelbrecht, Diogo de Oliveira, Ilson Soares Karai Okasu e Paulina  Martins  Kunha Takua

Paulina Martins Kunha Takua

Alguns integrantes da Organização do evento, juntamente com  Diogo de Oliveira e as lideranças indígenas.